Recuperação da voçoroca vai começar em breve

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DAEE abre tomada de preços para primeira etapa das obras; previsão é de conclusão no primeiro semestre de 2019

A enorme cratera que se formou perto dos Conjuntos Habitacionais (Cohabs) Alceu Morandin e Antônio Ribeiro Filho, as Cohabs V e VI, está próxima de ter uma solução definitiva, conforme o divulgado pela prefeitura. Foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no último dia 4, a tomada de preços para a execução da primeira etapa das obras de controle de erosão da voçoroca, que teve início com as obras dos conjuntos habitacionais em 2010.

O prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) vem buscando recursos para resolver o problema da cratera, se reunindo diversas vezes com representantes do governo do Estado. Em fevereiro de 2017, por intermédio do deputado estadual Barros Munhoz (PSB), Amarildo se reuniu com o então secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga onde mostrou a extensão do problema da voçoroca no município, falou das dificuldades para resolver a situação e destacou a necessidade do pedido, já que as casas de muitas pessoas estavam em risco.

Na oportunidade foi enviada uma equipe do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) para estudar a voçoroca. Nova reunião foi agendada em agosto do ano passado com o secretário Braga e o superintendente do DAEE, Ricardo Daruiz Borsari com Amarildo e os deputados Silvio Torres (PSDB) e Barros Munhoz. Outras reuniões foram feitas sobre o assunto e estudos para o projeto de recuperação do local. “Insistimos muito na busca da solução deste problema. Vargem não tem recursos para arcar com a obra e o problema persiste e ameaça as casas dos moradores”, destacou Amarildo.

Em agosto deste ano, o prefeito recebeu ofício da Secretaria de Recursos Hídricos informando que o DAEE realizou novos estudos para aprimorar o projeto realizado.

No dia 20 de setembro, o secretário Ricardo Daruiz Borsari que está à frente da Secretaria de Recursos Hídricos, e a equipe do DAEE estiveram no gabinete do prefeito para tratar do assunto da voçoroca.

Após discutirem o projeto visitaram o local e o secretário anunciou que iria ser contratada empresa para a primeira etapa da obra que visa a contenção da erosão. O valor estimado é de R$ 1.880.963,98 e após a emissão da ordem de serviço a empresa vencedora da tomada de preços terá dois meses para fazer as obras. Após, será realizada a segunda etapa para a recuperação da voçoroca.

“Foi muito comemorada esta notícia para todos os envolvidos na prefeitura e tenho certeza, também pelos moradores que tem suas casas correndo risco. Essa situação da voçoroca é bastante preocupante e estarmos em vias de iniciar as obras de contenção e dar uma solução definitiva para esse problema que se arrasta a tantos anos, é motivo de grande satisfação para todos nós. Agradecemos imensamente os deputados Barros Munhoz e Silvio Torres que intercederam por Vargem Grande do Sul, aos secretários Benedito Braga e Ricardo Daruiz e a equipe do DAEE que foram decisivos nesta questão. Muito obrigado a todos”, agradeceu o prefeito Amarildo.

Caso se arrastou

Conforme a Gazeta já vem noticiando nos últimos anos, a erosão próxima às Cohabs 5 e 6 vem aumentando em ritmo bastante acelerado e até o momento, nenhuma intervenção foi feita. O caso, além de denunciado pelo jornal, pela família proprietária da área onde a cratera se formou e que já entrou na Justiça pedindo a reparação do problema, também foi levado á Câmara na gestão legislatura anterior, pelo atual vice-prefeito José Roberto Rotta (PPS).

De acordo com a prefeitura, atualmente a cratera tem mais de 200 metros de extensão, cerca de 100 metros de largura e cerca de 30 metros de profundidade, ameaçando as casas que estão mais próximas.

Em 2016 o Poder Judiciário concedeu tutela de urgência em ação pública ajuizada pelo Ministério Público contra a Prefeitura de Vargem Grande do Sul. “(…) percebe-se que a erosão tomou grandes proporções durante os anos de 2012 a 2016, especialmente porque nenhuma medida de contenção foi adotada pela Prefeitura Municipal até o presente momento.”, destacou a promotora Maria Carolina da Rocha Medrado Sofreddi que falou ainda do dano ambiental e da situação de risco iminente para os moradores das Cohabs próximas.

Assim que assumiu a prefeitura, o prefeito Amarildo atendeu a determinação para criar um plano de ação emergencial para a área de erosão, cercar e sinalizar as áreas atingidas, além de orientar adequadamente os moradores sobre os riscos decorrentes do trânsito ou permanência nas proximidades da cratera. Todas as medidas foram tomadas com o envolvimento de vários departamentos da prefeitura, Defesa Civil e moradores próximos.

Concomitantemente, Amarildo iniciou a busca de recursos para resolver de vez a situação, o que parece estar caminhando para um desfecho positivo, com o anúncio da licitação para as obras, com recursos da Secretaria de Recursos Hídricos, isso através do DAEE.

De acordo com o informado pelo DAEE à Gazeta, a primeira etapa da obra terá a implantação de um canal em concreto armado, com guarda-corpo para segurança dos pedestres, para desviar as águas pluviais provenientes do escoamento superficial da bacia da região da Vila Esperança.
Serão construídos “sarjetões” ao longo da Rua Osvaldo Honório Pereira, direcionados para o canal em concreto armado previsto paralelamente a Rua Osvaldo Honório Pereira. A obra também conta com a implantação de uma galeria de seção circular, que recolherá as águas provenientes do canal, direcionando-as à jusante da área afetada. No final da galeria está prevista uma escada hidráulica para reduzir velocidade da água. A abertura da sessão pública será realizada no dia 01 de novembro de 2018. A conclusão da obra tem previsão para o primeiro semestre de 2019.

 

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