A idade como um dos desafios de ser mãe

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Ana e suas filhas Lívia e Luísa

Para quem acha que a maternidade fica mais fácil conforme a idade seja maior, em entrevista à Gazeta, Ana Virgínia Siqueira Salera, de 49 anos, que foi mãe pela primeira vez aos 24 anos de Lívia Siqueira Salera, de 24 anos, e pela segunda vez aos 39, de Luísa Siqueira Salera, de nove anos, provou o contrário. Em comparação, Ana Virgínia contou as diferenças de cada gravidez.

Na descoberta da primeira, mesmo sem planejamento, o sentimento foi de felicidade. “Nenhuma gravidez minha foi planejada, mas hoje eu entendo e percebo que as duas foram providência de Deus. Na primeira gravidez foi uma alegria porque eu não esperava e de repente descobri que estava grávida. Então era o primeiro filho, todo mundo fica super feliz. Quem me ajudou muito quando eu vim do hospital foi a minha vó que ficou comigo e me auxiliou nos primeiros dias de maternidade”, contou.

Embora a felicidade também esteve presente, o susto foi maior quando descobriu estar grávida pela segunda vez. “Realmente foi um susto porque depois de 15 anos eu não esperava, mas também foi uma outra alegria. E nessa gravidez eu já fiquei sozinha em casa, minha mãe me ajudou nos primeiros dias, mas eu já tinha experiência, já tinha a Lívia que era maior, então ela também ajudou”, falou.

Ela afirmou que dizer que as experiências da primeira gravidez ajudaram a lidar com a segunda, mas contou que a idade dificultou um pouco o processo. “Sempre as experiências da primeira ajudam na segunda, mas pra mim foi diferente porque a diferença de idade era muito grande e eu já tinha esquecido muita coisa, mas ajudou sim. A única diferença é que em uma eu era mais nova e na outra mais velha, mas as duas foram super bem, não passei mal, tirei de letra, trabalhei até os últimos momentos. Não teve grande diferença entre uma e outra, foi tudo normal”, disse Ana.

À Gazeta, ela ainda contou os principais desafios de cada gestação. “Na primeira gravidez os principais desafios foi que eu era muito dorminhoca, então tinha que ficar acordada, saber que tinha uma pessoinha ali pra eu cuidar, os medos de não saber o que ela queria, se estava com fome ou não, mas a gente tira de letra, pois acho que Deus já coloca esse instinto materno na gente. Quando a gente tem uma criança, você fica esperta, já sabe o que ela tá querendo, aliás, mãe sabe de tudo, mãe sente tudo”, comentou. “Agora na segunda gravidez foi mais complicado porque eu cuidava da minha sogra que era doente e acamada, então foi mais difícil, mas também não teve problemas porque meu marido ajudou muito e foi tudo bem”, completou.

A ajuda nesse momento tão importante para as mulheres é fundamental. Na entrevista, Ana Virgínia contou quem a ajudou nas duas situações. “Na primeira eu contei com a ajuda da minha avó e minha mãe também ajudou, e na segunda, teve minha mãe, minhas irmãs e minha filha mais velha, já que a diferença era de 15 anos, então ela me ajudou muito e meu marido também sempre ajudou, ele sempre foi muito presente”, falou.

Como muitas mães, ela contou que vê a maternidade como um dom de Deus. “Deus empresta os filhos para a gente para podermos educar, ensinar e amar, só que nossos filhos são dele, então temos que educar esses filhos para o mundo, passar fé para nossos filhos, deixar eles bem, mas claro que nosso maior objetivo sempre é Deus. Enfim, a maternidade pra mim é tudo. Minhas filhas são a razão do meu viver, é o motivo do qual eu trabalho e faço tudo”, disse.

“Eu espero que as minhas filhas sejam pessoas do bem, que façam o bem para os outros, que sejam pessoas de Deus, que levem a palavra de Deus às pessoas através de suas atitudes, através de suas profissões, que sejam boas mães, boas filhas, que respeitem as pessoas mais velhas. Enfim, que sejam pessoas do bem, pois foi sempre isso que nós educamos na minha casa, para que sejam pessoas de Deus e do bem”, completou.

Foto: Arquivo Pessoal

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