Campanha da Fraternidade 2020 Fraternidade e Vida: Dom e compromisso

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Campanha da Fraternidade 2020 Fraternidade e Vida: Dom e compromisso

Pe Paulo Sérgio Fuliaro

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema: Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso, com o lema: “ Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc. 10, 33-34), visando “Conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, nossa Casa Comum” (Objetivo geral – CF).

Nunca, como em nossos dias, a vida esteve tão ameaçada, seja pela violência, manifestada sob os mais diversos aspectos, como também pela indiferença diante da dor, do sofrimento e da morte de tantos semelhantes.

A campanha da Fraternidade faz um apelo, através da parábola do Bom Samaritano, para a conversão do nosso coração. Não podemos escolher a quem amar, porém, temos uma única escolha: Amar, a exemplo de Jesus, nos fazendo próximos dos que mais sofrem, dos que têm a vida mais fragilizada e ameaçada: pobres, doentes, moradores de rua, idosos, dependentes de drogas e tantas outras pessoas para quem a vida perdeu o sentido.

Sabemos que é bem mais fácil desviar, passar para o outro lado, dizer: “não é problema meu”, mas aí não seríamos dignos do nome de Cristãos.

O cartaz da Campanha da Fraternidade traz no centro a Imagem de Santa Dulce dos Pobres, o Anjo Bom do Brasil, rodeada de pobres, doentes, crianças, em quem ela contemplou o próprio Cristo e de quem se aproximou, sentiu compaixão e cuidou; é um convite a fazermos o mesmo.

“Vida é Compromisso Fraterno! A vida como dom nos conduz a um compromisso. Despertamos para a responsabilidade de nossa existência e de todas as criaturas. Compromisso como promessa de permanecer junto de, comprometer-se com. É o que lemos e vemos na parábola do Bom Samaritano. Ele permanece junto ao assaltado e garante-lhe acolhimento e cuidado: VER, SENTIR COMPAIXÃO e CUIDAR serão os verbos de ação que nos conduzirão no tempo quaresmal. Que possamos nos dispor a uma profunda conversão da cultura da morte para a cultura da vida.” (Manual da CF. 25).

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