Solidariedade das empresas ajuda a combater coronavírus

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Eduardo Sbardellini Filho, da Fuzil, e o prefeito Amarildo, com produtos doados

O escritor tcheco de língua alemã Franz Kafka, que morreu no início do século XX, considerado um dos principais escritores da literatura moderna, disse que a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.

“E nós, cada um de nós, o que temos? Qual é a nossa riqueza, o nosso tesouro? Com que coisa podemos tornar ricos os outros? Peçamos ao Pai o dom de uma memória agradecida ao recordar os benefícios do seu amor na nossa, para dar a todos o testemunho de louvor e reconhecimento. Não esqueçamos: sempre a mão estendida para ajudar o outro a se erguer; é a mão de Jesus que, através da nossa mão, ajuda os outros a se levantar”, se pronunciou o Papa Francisco ao abordar a solidariedade no ano passado.

Nestes tempos de coronavírus, que faz ver o quanto é precária a rede pública de saúde frente à pandemia que assola com doentes e mortes o mundo inteiro, em Vargem Grande do Sul algumas empresas vem mostrando solidariedade para o combate da disseminação da doença, doando produtos à prefeitura municipal e também ao Hospital de Caridade.

São iniciativas que ajudam a combater a disseminação da doença, como a desinfecção de ruas e praças da cidade com produtos doados, dos veículos da saúde que chegam de outras cidades e são lavados em um posto ou doando para o hospital produtos de higiene, limpeza e proteção aos profissionais e doentes para que a Covid-19 não venha a infectar mais pessoas.

Ressaltar estas iniciativas é também papel da imprensa, que além de levar todas as informações do que ocorre no município sobre o coronavírus, procura enaltecer as ações de pessoas ou empresas que somam esforços para enfrentar esta epidemia sem paralelo nas últimas décadas.

Empresários se mostram solidários

Na semana passada, a empresa vargengrandense Grampac Industrial doou 40 óculos de segurança à prefeitura municipal e segundo postou o prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) na sua rede social, os óculos serão utilizados nos procedimentos realizados nas unidades pelos profissionais de saúde. Ele agradeceu aos proprietários pela doação e colaboração.

Outro empresário vargengrandense que fez doação ao Hospital de Caridade, foi Osmar Cossi Júnior, mais conhecido pelos seus amigos como Mano. Sócio proprietário da Ipanema Indústria de Produtos Veterinários Ltda, com sede em Araçoiaba da Serra (SP), o veterinário doou 200 frascos de álcool 70% para a entidade.

Também o médico Paulo Cossi, que tem nas suas redes sociais falado sobre a importância do isolamento para combater a epidemia do coronavírus, pedindo para as pessoas não saírem de casa e de quanto material o Hospital de Caridade vai precisar quando o pico da doença acontecer, como luvas, máscaras, aventais, medicamentos, dentre outros, doou produtos de higienização ao hospital de Vargem.

Outras empresas que contribuíram foram a Prolim Produtos de Limpeza que doou álcool gel, a Abengoa que vai doar 200 litros mensais de álcool 70% ao hospital e o Grupo Fuzil que doou produtos para higienização e a Arte Ervas de São João da Boa Vista que também doou álcool gel ao nosocômio.

Administrador agradece doações

O administrador do Hospital de Caridade Francisco de Assis Mazuco Manoel agradeceu todas as doações recebidas, dizendo que todas são de muito valia, pois os preços dos insumos dispararam com a epidemia do coronavírus e pede que quem pode ajudar, deve entrar em contato com o hospital que fornecerá uma lista dos produtos que precisa.

“Hoje temos de acabar com o individualismo e fortalecer o coletivo, fortalecer as entidades que vão combater o vírus, como é o caso do Hospital de Caridade”, falou o administrador.

Ele disse que “graças a Deus” até agora nenhum paciente com o vírus deu entrada no hospital. Afirmou que o hospital está se preparando, o corpo técnico está sendo instruído de como proceder e que o isolamento da população neste momento é muito necessário, até passar esta primeira fase e aos poucos, ouvindo as autoridades da saúde, ir liberando as pessoas para o trabalho.

Empresários doaram produto para desinfecção das ruas

O Grupo Fuzil doou vários produtos à prefeitura de Vargem e também ao Hospital de Caridade. Formado por várias empresas e também com mais de uma centena de funcionários e colaboradores, o Grupo tem dentre seus diretores Eduardo Sbardellini, filho de um dos fundadores da empresa, e também o empresário Jair Gabricho.

Recentemente, a empresa também fez a doação de máscaras e roupas de proteção que estão sendo utilizados pelos servidores públicos municipais no combate ao coronavírus.

O prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) agradeceu aos empresários pela doação dos 500 litros de amônia quaternária que foram utilizados na desinfecção das ruas, unidades de saúde, praças e outros lugares públicos da cidade e ainda duas bombas de água utilizada para encher os caminhões pipa.

O prefeito assim se referiu ao gesto dos sócios-proprietários: “Agradeço aos proprietários da Fuzil, Eduardo Sbardellini e Jair Gabricho pelas doações, especialmente neste momento difícil que a cidade e o Brasil passam. Neste momento, onde equipamentos de segurança utilizados na saúde são matérias diárias dos meios de comunicação, por sua escassez, receber doações é motivo de muita satisfação, pois os nossos profissionais da Saúde precisam de proteção para continuar servindo a população na linha de frente”, afirmou o chefe do Executivo.

Além da amônia quaternária, o Grupo Fuzil doou 1.600 máscaras diversas; 1.000 toucas; quatro caixas de luvas de procedimentos e 30 aventais descartáveis.

Associação Setembro

A Associação Setembro doou um aparelho de gasometria arterial no valor de R$ 29 mil para o Hospital de Caridade. Este aparelho é de fundamental importância para o controle ao Corona Vírus e ao uso correto dos respiradores, medindo o funcionamento dos pulmões e rins de pacientes.

Ele é usado para medir o índice de oxigênio e descobrir se uma pessoa precisa de respiração suplementar, determinar a quantidade certa de oxigênio que o paciente precisa e acompanhar a evolução da doença e determinar em qual momento o paciente pode sair da respiração suplementar.

Fotos: Prefeitura

 

 

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