Vargem Grande do Sul soma mais de 170 casos de dengue

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Em fevereiro, prefeitura realizou mutirão de coleta de entulho, para evitar criadouros do mosquito. Foto: Gazeta

Além da pandemia do novo coronavírus, outra doença vem assustando os moradores de Vargem Grande do Sul. A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, soma casos em toda a região.
Em Vargem Grande do Sul, na sexta-feira, dia 29, os casos de dengue confirmados já chegaram a 178 neste ano. No total, segundo o Departamento de Saúde, há 215 notificações da doença no município.
Em 2019, no mesmo período, a cidade já havia registrado 332 casos da doença e 439 notificações haviam sido feitas.
Preocupado com a situação, o vereador Wilsinho Fermoselli (DEM) fez questionamentos ao Executivo sobre ações contra a dengue em Vargem. O requerimento foi enviado no dia 18 de maio para o prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB), e nele, o vereador pedia uma cópia da planilha de dados sobre os casos confirmados na cidade.
Wilsinho também questionou sobre as ações tomadas em relação as notificações que foram realizadas nas áreas visitadas e constatadas com foco de dengue. O vereador perguntou sobre a aplicação de fumacê nestes locais além das orientações aos moradores, visto que ele é considerado uma medida eficaz contra a dengue.
No requerimento, ele também argumentou sobre as áreas descobertas que não tem agentes para vistoria, questionando o que será feito para que as regiões próximas não sejam afetadas.
Wilsinho pontuou que com poucos agentes estão na ativa, alguns outros afastados, 26 agentes que não recebem insalubridade e há áreas descobertas. Ele ressaltou o trabalho árduo dos agentes e questionou se o departamento tem algum procedimento para uma campanha onde o município seja participativo, cobrando os seus direitos, mas cumprindo com suas obrigações.

Região
Para conter o avanço da doença, Casa Branca iniciou a nebulização em todos os bairros da cidade, na segunda-feira, dia 25. A ação segue até a sexta-feira, dia 5, de junho. No dia 18, 626 pessoas tinham sido diagnosticadas com dengue e 823 notificações da doença haviam sido feitas, onde 54 ainda aguardavam resultado. Em todo o ano de 2019, a cidade registrou 464 casos.
Com um recorde de casos da região, no dia 21, Aguaí registrava 1.831 casos confirmados de dengue e 2.153 notificações. Quem ocupa o segundo lugar com mais casos de dengue é São João da Boa Vista, que no dia 19, registrava 1.118 casos de doença, sendo apenas 34 importados.
Ao todo, segundo o boletim epidemiológico da data, 1.912 notificações de casos de dengue foram feitos na cidade e 432 casos ainda aguardam o resultado.
No dia 11, a prefeitura de São José do Rio Pardo informou que a cidade somava 229 confirmados, onde apenas um dos casos era importados e outros 255 aguardavam o resultado. A cidade vizinha Itobi, no dia 21, somava 127 casos da doença e um total de 155 notificações, onde cinco ainda aguardavam resultado.
Um idoso de Águas da Prata morreu com dengue hemorrágica em abril e no dia 11 a cidade registrava 25 casos da doença. Em São Sebastião da Grama, no dia 13, havia 18 confirmados da doença e outros 11 suspeitos aguardavam resultado.

Sintomas
A dengue pode apresentar sintomas como febre alta repentina; dor de cabeça; dores musculares; dores nas articulações e atrás dos olhos; fraqueza; vermelhidão no corpo; e coceira.
A diferença para a dengue hemorrágica é que além dos sintomas da dengue clássica, pode haver também confusão mental, agitação ou insônia; perda de consciência; sangramento na boca, nas gengivas e nariz; boca seca e muita sede; dificuldade de respiração; fortes dores abdominais e vômitos intensos; pele pálida, fria e úmida; e pulso fraco.

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