Há 25 anos o Gavi presta serviço social em Vargem

0
1216
Parte das voluntárias do Gavi junto do padre Denis

O Dia Nacional do Voluntário é celebrado na sexta-feira, dia 28. A data foi instituída por meio da Lei nº 7.352, sancionada pelo então presidente da República, José Sarney. Ser voluntário é dedicar tempo, amor e força de trabalho ao próximo. “A cultura da solidariedade e da gratuidade qualifica o voluntariado e contribui concretamente para a construção de uma sociedade fraterna, em cujo centro está a pessoa humana”, disse o Papa Francisco em 2018.
Ser voluntário é servir. É abdicar um pouco da própria pessoa em prol de outra. Em Vargem Grande do Sul, existem diversas entidades e causas que contam com o trabalho incessante de voluntários. Em situações de necessidade, o vargengrandense sempre estende sua mão. Na atual pandemia da Covid-19, quando tantas famílias precisaram de auxílio, os exemplos de sensibilidade e apoio foram e continuam sendo muito importantes. Arrecadações de alimentos, lives beneficentes, distribuição de refeições, doação de peças de roupas, enfim, o vargengrandense é um povo extremamente solidário.
Mas se existe uma iniciativa que exemplifica o que é o poder do voluntariado é o Grupo de Apoio à Vida, o Gavi. Composto por mulheres que trabalham exclusivamente de maneira voluntária, o Gavi completou 25 anos de atendimento à população em 2020.
O grupo, que começou em 1995 inicialmente com o trabalho de Sueli Mortais, Vera Bartichoti, Antônia Filipini, Alice Giovanelli João, entre outras, hoje conta com mais de 20 voluntárias, atendendo mais de 20 famílias que lutam contra o câncer em Vargem.
A entidade não recebe dinheiro governamental e fornece apoio material e emocional aos pacientes. As visitas, normalmente, são feitas às quartas-feiras, muitas vezes com doações. No entanto, mesmo tendo que mudar o modo de operar durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o trabalho social desenvolvido chega às famílias que precisam de ajuda.
A coordenadora do Gavi, Helena Macarini da Silva, é voluntária desde o ano de 2000. Ela contou que foi acompanhada pelo Gavi quando era paciente e, após ficar curada, passou a se dedicar como voluntária.
À Gazeta de Vargem Grande, Helena e a voluntária Denise Ap. Canal Merlin falaram sobre o serviço no local e as dificuldades enfrentadas durante a pandemia. Denise disse que foi convidada a participar da entidade e, sentindo o valor do trabalho, passou a se dedicar como voluntária, estando lá já há 6 anos.

O trabalho
As voluntárias explicaram que atendem os doentes através de indicação. “Fazemos uma triagem e, de acordo com as necessidades de cada um, levamos todas as semanas, carne, leite, legumes e frutas, remédios, fraldas e suplementos”, comentaram.
Neste tempo de pandemia, Helena e Denise explicaram que as voluntárias fazem as listas das compras e entregam no supermercado. “Eles separam os alimentos e fazem a entrega para cada um. Com remédios, os pacientes enviam a receita, que é levada na farmácia, e eles entregam aos pacientes”, informaram.
Questionadas sobre as histórias mais marcantes que viveram durante todos esses anos, ambas responderam que foram muitos casos e cada um foi marcante a seu modo. “Muitas com o final feliz, com a cura, e outras com muito sofrimento terminando com a morte. Todos ficaram gravados em nossos corações com fortes lembranças”, comentaram.
“Esse trabalho de voluntariado nos leva a enxergar com os olhos de Deus, todas as pessoas que sofrem com o câncer e suas famílias, nos tornando mais humanas e confirmando que devemos viver apoiadas em Cristo”, finalizaram.

Na pele
Simone Aparecida Barros Ribeiro, que é atendida pelo Gavi desde 24 de fevereiro de 2017, comentou que o trabalho realizado pelo Grupo é muito importante para aqueles que estão em tratamento contra o câncer, como ela.
“As voluntárias do Gavi trazem amor e afeto para a gente. Elas sempre vêm com uma palavra de ânimo para a gente poder ter força para seguir em frente. Esse trabalho que elas fazem tem ajudado muitas vidas”, disse.

Recursos
Para levantar os recursos que possibilitam as visitas e doações, o Gavi promovia o tradicional bazar, ocorrido na sede da entidade, à Rua Major Correa, 122, em um imóvel que também foi cedido para o uso das voluntárias. O Bazar ocorria geralmente a cada dois meses, porém, com a pandemia, foi preciso interromper as vendas. Durante este período o Gavi continuou prestando os serviços por causa das doações recebidas pela população. No entanto, segundo o informado, em breve os bazares estarão de volta.
Os interessados em doar à entidade deve entrar em contato diretamente com a página da rede social Facebook, chamada Gavi – Grupo de Apoio a Vida, ou procurar alguma voluntária.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui