Em defesa das vacinas

O anúncio da liberação emergencial de vacinas contra a Covid-19 ao redor do planeta, primeiro a desenvolvida pela Pfizer/BioNTech, em vários países, e nesta sexta-feira, dia 18, a da Moderna, pelos Estados Unidos, encheu o mundo de esperança. Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Arábia Saudita são algumas das nações que já estão imunizando sua população. Até mesmo a controversa Sputinik V, desenvolvida na Rússia, já começou a ser aplicada. O Brasil aguarda a liberação da vacina que concentrou suas apostas, a desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca e tenta adquirir doses do produto da Pfizer.
Há ainda a Coronavax, que tem recebido atenção do Governo Paulista. Além disso, o País faz parte da Covax Facility, uma iniciativa da Organização Mundial a Saúde (OMS) que prevê a distribuição de 42,5 milhões de doses no Brasil, mas que ainda não tem previsão nem mesmo sobre qual vacina chegaria primeiro aos países.
Mas o esforço tremendo que cientistas de todo mundo têm feito para o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 está sendo colocado em descrédito pela disseminação de boatos e principalmente pela onda de obscurantismo e negacionismo que tem tomado conta não só do Brasil, mas de muitos países.
A concentração de mentes brilhantes em todo mundo em um único objetivo, o de desenvolver uma imunização contra esta doença que matou mais de 1,6 milhão de pessoas no globo, sendo 310 mil somente nos Estados Unidos, nação mais poderosa do planeta e que lidera o macabro ranking de óbitos pela Covid-19, passou a ser considerado algo “apressado”.
A quantidade de mortes diária torna o desenvolvimento de uma vacina algo extremamente urgente. E com a vacina em mãos, é preciso imunizar o maior número possível de pessoas para que não se perca mais vidas.
Tomar a vacina não é algo pessoal. Não deveria se basear em crenças, religião ou fanatismos. É algo que protege não comente quem toma a dose, mas principalmente toda a comunidade em que se vive. A vacinação em massa da população é a saída para que haja logo uma imunização da população, que protegida contra a doença, possa voltar a trabalhar, girar a economia. Enfim, algo que o presidente Jair Bolsonaro deveria, a exemplo de líderes de todo mundo, incentivar.
O fato das vacinas terem sido desenvolvidas em um espaço tão curto de tempo deveria ser algo a ser visto como uma vitória da ciência. Quando tantas mentes capazes se juntam com o objetivo em comum, visando a melhoria da saúde da população, é um feito e tanto para a humanidade. Mostra que é possível que as pessoas coloquem de lado diferenças étnicas, políticas e sociais e busquem o melhor para a sociedade como um todo.
Se todas as vacinas que tiveram a aprovação de seus órgãos reguladores forem colocadas à disposição da população é porque há garantia de que apresentam níveis necessários de segurança e de imunização para proteger os cidadãos da nação. E tomar a vacina não é um ato político, uma manifestação de ideologia, muito menos a aprovação de um governo ou de outro. É tão somente algo feito para se proteger e mais ainda, proteger quem se ama.

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