Festa do Milho… Saudade! A todos fazedores dessa tradição

Márcia Aparecida Ribeiro Iared


A praça com suas tendas em verde, amarelo e branco anunciavam a festa rural, que sempre foi a cara das nossas tradições das beiradas de Minas, a tão esperada Festa do Milho.
De um lado, todas as barracas onde as nossas entidades ofereciam seus deliciosos pratos típicos. Do outro lado, o imenso palco e as tendas que abrigavam o grande e emocionado público, amante da música raiz para assistir ao maior Festival de Musica Sertaneja da Região, que famoso pela sua credibilidade e competência da Comissão Julgadora, atraía concorrentes da melhor qualidade, que vinham de terras distantes de São Paulo, Minas Gerais e na última edição, até do estado do Mato Grosso, além dos violeiros de nossa cidade para os quais essa festa representa um grande incentivo.
Essa tradição já com 15 edições, assim como as outras não pode acontecer neste ano deixando um grande vazio no nosso fevereiro. Por tudo que ela representa para as entidades, não só pelos recursos que trás, mas pela beleza maior que é ver tantos e tantos voluntários no trabalho prazeroso dessa lida, cujo produto sempre foi da melhor qualidade, assim como pelo fortalecimento da ação na ajuda aos que mais precisam.
Soma-se a isso o grande gosto de saudade e lembranças de momentos tão raros hoje, das antigas pamonhadas da infância, ritual tão marcante e esperado não só para os que faziam, mas também pela lista de pessoas que esperavam esse agrado.
A festa democratizou e colocou ao alcance de todos esse costume tão arraigado na alma da nossa gente.
Ao final da apuração dos resultados o grande público podia se deleitar com o show de grandes nomes da música raiz que eu e nosso apresentador Ed tínhamos o prazer de apresentar para o público que lotava completamente nossa grande praça, a exemplo das Irmãs Galvão, Liu e Léu entre outros.
Assim, faço então um insistente apelo para que diretorias de entidades, voluntários, importantes doadores das centenas de sacas deste produto que ocupa a maior extensão de plantio em nossa cidade.
Guardem a fé, as receitas das líderes da temperança de suas iguarias e sobretudo, se apliquem no treino em casa, de cada prato de sua especialização, pois esta festa não é nossa, já é uma tradição fincada na alma da cidade. Portanto, merece ser tratada com o mesmo espírito de sempre, não só pelas benesses que trás a quem mais precisa, mas pelo seu caráter cultural e turístico, que atrai tantas cidades da região e muitas vezes pessoas que vêm de longe para experimentar de novo a mesma iguaria dos anos anteriores.
Aos artesãos que dela participam, incluam nos seus trabalhos a bonita arte em palhas. Que nossos violeiros continuem afinando suas violas.
Mais uma vez agradecendo a todos que colaboram para que essa festa se torne uma realidade.
E como palavra final, o Departamento de Cultura e Turismo que tanto se entusiasma com essa festa, faz aqui um agradecimento especial ao nosso sempre querido padre Paulo Valim, que hora se despede de nossa cidade, não só pela cessão da enorme praça, mas também por combinar com a gente com grande antecedência para que casamentos não coincidissem com essas datas, pois claro nenhuma noiva gostaria que pés de milho fizessem parte das fotos da sua entrada triunfal.
A bênção Padre Paulo e agradecimentos especiais aos prefeitos Celso Ribeiro e Amarildo que apoiaram e embarcaram nesta ideia que homenageia especialmente não só nossas antigas tradições mas o nosso rico mundo rural.

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