Barragem Eduíno Sbardellini será desassoreada

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Em 2018, draga realizou o serviço no lago da represa. Foto: Gazeta

Está prevista para ter início neste mês o desassoreamento da Barragem Eduíno Sbardellini, principal fonte de abastecimento de água potável do município de Vargem Grande do Sul. Ela represa as águas do Rio Verde, que desce da Serra da Mantiqueira e traz no seu percurso muita areia, que acaba sendo depositada na barragem e com isso diminuindo sua capacidade de armazenamento de água.
Quem venceu o processo licitatório promovido pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE), foi a empresa Qualy Jet Locações e Serviços Ltda, de Valinhos (SP), no valor de R$ 155 mil para o “fornecimento de equipamentos necessários para a remoção por bombeamento e pelo método de sucção de fundo com embarcação flutuante, incluindo operador e combustível”. A duração da operação é de seis meses e a previsão, segundo apurou o jornal, é para a retirada de 5 mil metros cúbicos de areia do local.
A obra é muito cobrada pela população, principalmente na época da estiagem quando a represa tem seu nível de água diminuído consideravelmente como no ano passado, quando chegou a baixar em novembro cerca de 1,33 metro e expôs como o assoreamento é prejudicial à represa, deixando à mostra grande parte da areia que é carreada para dentro dela pelo Rio Verde.
Também o desassoreamento é sempre cobrado pelos vereadores municipais, sendo que em recente sessão de Câmara o vereador Guilherme Nicolau (MDB) fez uso da palavra falando sobre o assunto e como recursos poderiam ser auferidos com a retirada da areia que se acumula na represa e poderiam ser revertidos para o Hospital de Caridade.
A última grande operação de desassoreamento da represa aconteceu em 2018, sendo executada pela empresa vargengrandense GL Extração Argila e Transporte Ltda EPP. Na ocasião, segundo apurou o jornal, foram extraídos cerca de 2 mil metros cúbicos de areia e parte dela foi destinada ao Hospital de Caridade que a vendeu para obter recursos para seu custeio.
Entrevistado pela Gazeta, o superintendente do SAE, Klabin Dei Romero falou da importância de se desassorear a barragem, pois segundo ele, com a retirada da areia, aumenta a capacidade de armazenamento de água da represa. O trabalho, segundo ele, será concentrado principalmente no leito do Rio Verde dentro da barragem, com maior retirada na entrada do rio e também perto da captação de água.
O jornal também ouviu o prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) e ele confirmou que tão logo a empresa assine o contrato será dado início ao desassoreamento. Amarildo falou também que como da vez anterior, parte da areia retirada ficará para a prefeitura utilizar em suas obras e serviços e o restante será doado ao Hospital de Caridade para que a entidade possa angariar recursos neste momento difícil em que está passando, principalmente devido à pandemia do coronavírus. “É claro que para isso vamos enviar um projeto de lei à Câmara Municipal, fazendo tudo dentro da legalidade” afirmou Amarildo. Segundo apurou o jornal no comércio local, o preço do metro cúbico de areia grossa está sendo comercializado a R$ 80,00.

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