A importância do jornalista

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“Por mais útil que seja à sociedade, o jornalista dificilmente será estimado”. Esta frase de autoria do jornalista Jorge Calmon, vem muito a calhar nos tempos atuais. No dia 7 de abril, foi comemorado o Dia do Jornalista, data instituída pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em homenagem ao também jornalista Libero Badaró, assassinado.
A palavra “lixo” nunca foi tão usada no atual momento que vive o país para designar uma emissora de televisão, um jornal ou uma revista de grande circulação ou não, por não coadunar com o pensamento de quem por hora está no poder ou pelas pessoas que se deixam enebriar pelo “mito”.
Por conseguinte, “lixo” também acaba se resvalando para os profissionais, no caso os jornalistas, que atuam neste importante segmento da sociedade, a Imprensa, cuja principal função é informar as pessoas sobre os acontecimentos que envolvem o país, o estado, até mesmo uma pequena cidade do interior, como Vargem Grande do Sul.
Mas, nunca foi tão necessário a existência destes profissionais para salvaguardar a sociedade brasileira dos atentados totalitaristas que emanam dos atuais dirigentes do Brasil, para quem, se não fosse a cláusula pétrea inserida na Constituição Federal, que em seu artigo 5º, assegura a ampla liberdade de expressão por meio de divulgação de pensamento e informação, seja por meio do jornalismo, rádio, televisão, dentre outros meios, já teriam fechado a maioria dos jornais, revistas e tvs que se opõe ao pensamento único que querem enfiar goela abaixo a todos os brasileiros.
Dificilmente se verá na história do Brasil, a imprensa e jornalistas serem tão xingados e maltratados como atualmente, a não ser quando o país viveu os tempos negros da ditadura militar, onde a profissão levava sim, a ser risco de morte para quem praticava jornalismo independente. Ditadura também endeusada pelos atuais mandatários e seus seguidores.
Se por exemplo compete à “Imprensa Lixo” informar à exaustão o quanto a epidemia da Covid-19 está matando no Brasil e apontar os responsáveis por esta tragédia humana, expondo todas as falhas que apontam para um possível genocídio – cabe lembrar que se não fosse o Consórcio de Imprensa, dificilmente a população brasileira teria conhecimento do número de mortos – aos jornalistas também compete registrar fatos e a história dos que contribuem para que o mundo seja mais livre e também melhor.
A Gazeta de Vargem Grande sempre teve à sua frente jornalistas para contarem através de seus textos, a história da cidade. Também já foram classificados de “lixo” por muitas pessoas, muitos ocupantes do poder, seja do Executivo ou do Legislativo, que usam do mesmo para intimidar o jornal ou seus profissionais.
Mas os jornalistas retratam outras facetas humanas, como a história do Zé da Rádio que vai publicada nas páginas desta edição. Ele mesmo um comunicador social, um locutor do seu tempo, que retratava uma parcela da população, principalmente a rural, interagindo e integrando as muitas camadas sociais que representavam a cidade naquela época.
Voltando a Jorge Calmon, ele definiu o jornalista como sendo “o depositário do contrato feito pela sociedade com uma instituição particular – a imprensa – para que proteja o interesse público, fiscalize os governos, denuncie os abusos, clame contra as violências, ampare as liberdades, advogue pelos desprotegidos, zele pelo Direito, propugne pelo progresso, pela prosperidade coletiva para a construção pacífica e harmoniosa do futuro”.

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