Pecuarista tem quatro novilhas mortas por criminosos

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Polícia Civil esteve no local para dar início à investigação. Foto: Reportagem

O empresário e pecuarista Jair Gabricho, que também é o atual provedor do Hospital de Caridade, teve uma desagradável surpresa nesta sexta-feira, dia 11, ao verificar que bandidos estiveram na sua propriedade e mataram quatro novilhas pesando cada uma em torno de 500 kg, causando-lhe um prejuízo de aproximadamente de R$ 22 mil. A matança e o furto das carnes ocorreram na Chácara Cláudia, de sua propriedade, localizada ao lada da empresa Fuzil, da qual é um dos sócios.

Não é a primeira vez que acontece furto e matança de animais no local. Jair disse que esta é reportagem a sexta vez que bandidos lhe causam prejuízos. Atualmente, segundo o pecuarista, 76 animais estavam confinados no pasto em regime de engorda semi-intensivo. Ele até cogita em desistir de continuar com o empreendimento, dado o número de vezes que foi lesado.

O delegado da Polícia Civil de Vargem, Antônio Carlos Pereira e sua equipe esteve no local do crime para os levantamentos necessários ao inquérito
que será instaurado. Também a polícia científica fez os levantamentos visando chegar aos autores do crime.

Segundo as apurações iniciais, mais de cinco pessoas podem ter participado da ação. Os bandidos chegaram ao local comum veículo, passando pela
propriedade vizinha, cevaram as novilhas jogando milho e silagem perto da cerca onde os animais costumavam permanecer para dormir, amarram as
reses no pau da cerca e utilizando provavelmente de um machado, abateram um por um os animais.

Pelo que a polícia pode levantar no local, quem fez o trabalho é extremamente profissional e devem ter gasto cerca de uma hora para destrinchar cada novilha. Não havia vestígio do uso de motosserra ou tiro para abater as reses. Foram levados junto com o couro, cerca de mil
quilos de carne limpa. No local ficaram somente a cabeça dos animais, a barrigada e os membros.

Choveu a noite toda e também havia muito neblina na madrugada, o
que pode ter dificultado o trabalho dos ladrões. A carne, segundo apurou o
jornal, provavelmente será desovada o mais rápido possível em locais onde se comercializam carnes em Vargem ou na região, uma vez que a quantidade é grande e os criminosos precisariam de ter uma estrutura grande para armazenar todo o furto.

O pecuarista Jair, que acompanhou as autoridades policiais no local do
crime, disse que leva cerca de um ano tratando cada novilha para ela chegar ao ponto de abate. Ele lamentou o ocorrido, disse que tem visto o aumento de furtos e matança de animais não só em Vargem, como na região e está confiante que as autoridade policiais possam esclarecer o que aconteceu na sua propriedade, chegando aos culpados pelo crime.

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