Presidente da Câmara polemiza ao sugerir nova CEI

No início desta semana, o presidente da Câmara Municipal vereador Paulo César Costa (PSB), voltou a polemizar através do seu perfil no Facebook ao anunciar uma “Bomba na política de Vargem Grande” e pedindo para as pessoas ‘honestas e trabalhadoras’ a participarem e cobrarem dos seus vereadores na próxima sessão de Câmara que será realizada no dia 2 de agosto de 2022, a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) “dos políticos e cargos de confiança de 2001 até 2022”.
Disse que uma das finalidades da CEI seria para esclarecer vários pontos da política de Vargem Grande do Sul e que antes de cobrar dos políticos a nível estadual e federal, “temos por obrigação passar a nossa política de Vargem a limpo”. Prosseguiu na sua postagem, afirmando que coronéis da política vargengrandense ainda chamam alguns políticos da cidade de gays e lésbicas, informando ainda que gays de Vargem são muito mais honestos que muitos políticos locais e seus laranjas. “Por isso que peço a CEI na Câmara, para apurar como ganhar na loteria e ficar rico em Vargem em apenas 20 anos”.
No Facebook, Paulinho da Prefeitura, como é conhecido observou que na sua declaração de imposto de renda é pública e mora na mesma casa, sendo que um cidadão que chegou em Vargem e na época não tinha nada, hoje “são milionários”. O presidente do Legislativo ameaçou ainda que caso não conseguisse as cinco assinaturas dos seus colegas vereadores e que seriam necessárias para a abertura de uma CEI, ele iria comunicar o Gaeco, do Ministério Público, através de ofício, para apurar os fatos.
Segundo apurou o jornal, os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) são grupos permanentes prontos para auxiliar membros do Ministério Público responsáveis por grandes casos e investigações complexas. São formados nas Procuradorias e tem como função básica o combate a organizações criminosas e se caracteriza pela atuação direta dos promotores na prática de atos de investigação, diretamente ou em conjunto com organismos policiais e outros organismos.

Postagem foi retirada do perfil
Não durou muito as postagens feitas pelo presidente da Câmara no seu perfil. Logo que o assunto começou a repercutir nas redes sociais, Paulinho retirou do Facebook o que tinha postado na segunda-feira desta semana.
Não é a primeira vez que o presidente do Legislativo de Vargem Grande do Sul age assim. Muitos dos seus amigos e também vereadores que o cercam, já o têm alertado sobre o uso das redes sociais, principalmente através do seu perfil, para denunciar ou fazer insinuações graves a pessoas ou políticos e depois apagar o texto que escreveu.

Gazeta questionou o presidente da Câmara
A reportagem da Gazeta de Vargem Grande, dada as denúncias graves postadas pelo presidente Paulo César Costa nas redes sociais, formulou algumas perguntas ao vereador para poder escrever esta reportagem e melhor informar aos leitores do jornal e também os seguidores do presidente do Legislativo junto ao Facebook.
Neste sentido, indagou quem seriam os coronéis citados por Paulinho, que chamam políticos locais de gays e lésbicas. Também perguntou quem seriam os políticos e seus laranjas que ficaram ricos em Vargem “ganhando na loteria” em apenas 20 anos, que na época não tinham nada e hoje são milionários.
Outra pergunta feita pelo jornal, era se com base no que ele postou, iria de fato entrar com um pedido de CEI para apurar as irregularidades citadas e se já tinha os nomes dos vereadores que a iriam compor a Comissão Especial de Inquérito. Finalizando, a Gazeta ainda indagou se ele acreditava que as provas que tinha seriam suficientes para basear a instauração de uma CEI ou para fazer a denúncia ao Gaeco e por qual motivo achou melhor apagar a postagem feita em seu perfil no Facebook.

Não respondeu e disse que não iria PEDIR CEI
As perguntas formuladas pelo jornal Gazeta de Vargem Grande foram enviadas ao presidente Paulo César Costa através do e-mail da Câmara Municipal. O presidente preferiu enviar uma mensagem via Whatsapp ao diretor do jornal, Tadeu Fernando Ligabue, dizendo que não iria responder ao que foi solicitado, uma vez que foi postado no seu perfil pessoal.
Cobrou então do diretor do jornal uma denúncia grave feita pelo vereador Celso Itaroti (PTB) no seu perfil e que o jornal não deu nenhuma notícia a respeito. Segundo ele, tratava-se de um político que não tinha hidrômetro de água, no imóvel localizado na Rua Antônio Reis de Oliveira, por isso não iria responder nada e que não iria abrir CEI nenhuma.
Disse que esperava que o jornal fizesse primeiro esta matéria do Itaroti, cuja denúncia era datada do dia 21 de junho e que teve até polícia e guarda municipal. “O perfil é meu, eu faço o que quiser”, finalizou dizendo que três políticos iriam morrer pobres em Vargem Grande do Sul. Ele, o Wilsinho Fermoselli e o Zé da Kibon.

Fato esclarecido
Com relação à denúncia feita pelo vereador Celso Itaroti (PTB) a que se referiu o presidente da Câmara Municipal, cobrando uma matéria da Gazeta de Vargem Grande a respeito, tratava-se de uma denúncia que segundo Itaroti, alguns moradores do Jardim São José lhe teriam feito sobre suposto furto de água que vinha ocorrendo em uma obra e que de acordo com os moradores, há dias a água estava sendo captada sem o relógio, ou seja, que a pessoa estava consumindo a água sem pagar.
Logo em seguida, Celso Itaroti postou no seu perfil que tinha acabado de descobrir que o vice-prefeito Celso Ribeiro (Podemos) era o proprietário da obra, que ele tinha ligado de imediato a Itaroti para prestar informações a respeito do fato.
Segundo Celso Ribeiro, essa ligação de água foi feita apenas para testar uma máquina e o SAE já teria conhecimento disso. De acordo com ele, a ligação de água já teria sido solicitada há algum tempo e o registro até já foi comprado pra ser instalado. O vereador Celso Itaroti ainda não levou o assunto ao conhecimento da Câmara Municipal. Também o acontecido não foi comentado por nenhum dos vereadores na sessão do Legislativo.

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