Pequeno produtor está otimista com a produção de leite

Helinho, no Sítio São Benedito, é um dos vargengrandenses que ainda investem na produção de leite. Foto: Reportagem

Quem visita a propriedade do pecuarista Hélio Donizete dos Santos, 60 anos, mais conhecido como Helinho, não deixa de notar o entusiasmo do produtor com sua atividade. Ele está construindo um novo retiro, já comprou mais vacas leiteiras e também pretende investir em um novo resfriador de leite e dobrar sua produção.
O sítio São Benedito, localizado na divisa de Vargem com Grama, cortado pelo Rio Fartura é bem pequeno, dois alqueires e nele Helinho ordenha 12 vacas que estão produzindo 250 litros por dia. Nesta época de seca a produção cai, mas a média tem sido de 400 litros diários e ele pretende dobrar, chegando aos 800 litros com a aquisição de mais 17 novas vacas girolandas que estão para chegar, além dos outros investimentos que pretende fazer. Esta é a meta.
Para ele, o preço ainda não está satisfatório. Explica que os produtores vêm trabalhando há muito tempo com o preço defasado. Explica que a R$ 4,00 o litro pago ao produtor, não há ganho. Disse que houve um grande aumento no custo do trato dos animais, no preço do diesel, nos insumos que usam como os medicamentos e a manutenção dos equipamentos são caros.
Para o produtor ganhar um pouco, na sua opinião, o preço do leite deveria ser de R$ 5,00 o litro pago a quem produz. “Não é só o gado. Tem de fazer uma cerca, consertar o retiro e isso fica caro. Estamos conseguindo tocar porque o trabalho é familiar. Se fôssemos pagar funcionários, não teria como”, afirmou.
O trabalho na propriedade não tem dia ou hora. São duas ordenhas e dois tratos todos os dias, finais de semana inclusive. Helinho gosta do que faz, tira leite desde pequeno, já foi retireiro para outros proprietários e hoje toca seu próprio negócio.
Atualmente recebe R$ 3,50 por litro de leite. Lembra que nos supermercados o preço passa dos R$ 7,00, com previsão de chegar a R$ 10,00. Explica que do leite que produz, muito da gordura e outros derivados são retirados pelos laticínios, que ganham ainda mais com os subprodutos do leite que sai integral da roça.
“Estamos investindo, apostando. Vamos ver se os preços se mantem. Se pagarem R$ 5,00 na seca e R$ 4,00 nas águas, acho que vai ser bom para todos nós”, afirmou o produtor à Gazeta.

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