Desistência de empresa trava obras de infraestrutura do SAE

Vias foram cortadas para a instalação da rede

A Gazeta de Vargem Grande tem feito ao longo dos últimos anos, várias reportagens sobre os investimentos que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE) de Vargem Grande do Sul vem fazendo no município sob a gestão do prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB). Após liquidar as dívidas herdadas e fazer o SAE equilibrar suas contas e ter dinheiro em caixa para investimentos, em 2019 a Câmara aprovou um empréstimo de R$ 3.452.000,00 para um ambicioso projeto visando a melhoria da distribuição e da qualidade da água servida aos vargengrandenses.
Dentre as obras, constavam a construção de duas adutoras, cinco reservatórios e novas instalações de painéis elétricos, combate ao desperdício, além de investimentos na frota, na aquisição de novas bombas e troca das redes de distribuição da maioria dos bairros da cidade, inclusive as do Centro.
Algumas obras deslancharam, como a construção das novas redes da Vila Santana, que estão indo a todo vapor e terminado a instalação das redes, vem agora o mais trabalhoso que é a ligação de água casa por casa no bairro que sofre com a qualidade da água que muitas vezes chega turva nas residências devido aos encanamentos antigos que a transportam.
Outras, como a construção da adutora que liga o reservatório do Jardim Paulista ao novo reservatório que será construído no Poliesportivo da Vila Santa Terezinha está parada faz um bom tempo, bem como a construção dos novos cinco reservatórios e seus painéis elétricos que não saíram do chão.
Segundo apurou o jornal, a empresa que ganhou a licitação para fazer estas obras, abandonou a execução da mesma por ocasião da pandemia do Coronavírus, quando houve um aumento exacerbado dos custos de materiais e ela desistiu da empreitada. Os preços dos materiais mais que duplicaram neste período e o SAE está licitando pela terceira vez a obra, cuja previsão era para estar pronta já este ano.

Prefeitura não responde
Para esclarecer melhor aos leitores da Gazeta de Vargem Grande e também à população o que está por trás dos atrasos destas importantes obras, o jornal enviou na terça-feira algumas perguntas ao setor de Comunicação da prefeitura municipal, mas até o fechamento da presente matéria não obteve respostas.
As perguntas enviadas questionavam a prefeitura e o SAE sobre as chuvas que caíram nos últimos dias e deixaram expostos os cortes feitos no asfalto da Vila Santana devido ao trabalho de troca de tubulação e perguntava quando eles seriam consertados. Também indagava quando foram iniciados os trabalhos de troca das antigas tubulações e construção de novas adutoras pelo SAE e que estágio elas estavam.
Com relação à construção das duas novas adutoras, o jornal queria saber quais eram e se já estavam prontas, bem como questionava em que estágio estava a construção dos cinco novos reservatórios que seriam construídos e qual a causa do atraso destas obras.
Sobre o encarecimento dos projetos que levou à desistência das empresas que ganharam a licitação, o jornal indagava ao prefeito Amarildo Duzi Moraes ou aos seus responsáveis, quanto ficariam as novas obras com os valores adequados ao novo momento econômico que vive o país.
A troca das novas redes, para cuja execução a Câmara Municipal aprovou este ano um novo empréstimo no valor de aproximadamente R$ 8 milhões para investimentos na troca de tubulações antigas do Centro, da Vila Polar e Vila Santa Terezinha, o jornal perguntou ao prefeito em que fase estão estes trabalhos e qual a previsão do início e do fim destes serviços, sem, no entanto, obter as devidas respostas.
Procurava o jornal informar aos seus leitores, que conforme noticiado, seriam gastos R$ 2,5 milhões na Vila Polar, R$ 2 milhões na Vila Santa Terezinha e cerca de R$ 7 milhões no Centro e se com o aumento dos custos dos materiais de construção e dos que serão utilizados nestes trabalhos, qual a nova previsão de custos para estas obras, bem como quando a população poderia usufruir destes investimentos feitos pelo SAE e qual o impacto eles trariam na vida dos vargengrandenses.

Projeto está pronto faz tempo
Se em 2021 o SAE teria investido apenas R$ 800 mil em virtude da pandemia, para 2022 o Serviço Autônomo de Água e Esgoto previa um investimento em torno de R$ 10 milhões, cujo valor seria completado através de uma linha de crédito, recursos do próprio SAE, que teria em caixa cerca de R$ 7 milhões e também com recursos da prefeitura municipal.
Atualmente o SAE tem como superintendente Celso Bruno e para o ano que vem, o órgão tem uma previsão orçamentária de R$ 12 milhões, que está em estudos para aprovação junto à Câmara Municipal, um aumento de R$ 2 milhões em relação ao deste ano que foi de R$ 10 milhões.
Pelo que apurou o jornal, principalmente através dos dados publicados em matérias anteriores que abordaram o assunto, uma nova licitação estaria sendo preparada para ver qual a empresa que sairia vencedora do certame, visando a construção dos novos cinco reservatórios e o término das redes adutoras, para poder dar continuidade nos projetos que vem sendo gestados pelo SAE desde que o prefeito Amarildo assumiu pela segunda vez a condução do município em 2017 e que visam melhorar a água servida aos vargengrandenses.

Em um dos pontos onde seriam construídos os novos reservatórios é possível encontrar apenas as bases construídas. Foto: Reportagem

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