Paralisação de caminhoneiros segue pela manhã de terça-feira e Justiça determina desbloqueio imediato

Mais estradas foram bloqueadas por manifestantes pró-Bolsonaro na manhã desta terça-feira, dia 1º. Na região, rodovias em São João da Boa Vista, Casa Branca, Mococa, Aguaí, Mogi Migim e Marco Divisório estão bloqueadas.

Até a noite desta segunda, foram mais de 300 bloqueios em estradas de 25 estados e no DF. Na Grande São Paulo, há pontos nas rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Castello Branco e Raposo Tavares. Os manifestantes protestam contra o resultado das eleições, que teve Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor na disputa pelo Planalto. Em todo o país, os manifestantes pedem um golpe.

Segundo a Folha de S. Paulo, a concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, informou que 25 voos foram cancelados entre ontem e hoje por causa de uma manifestação na rodovia Hélio Smidt, que já foi liberada.

As rodovias Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares, Regis Bitencourt, Anchieta, Imigrantes, Dutra, Fernão Dias, Mario Covas e Bandeirantes estão paralisadas, bem como a SP-258, a SP-340 e a SP-344.

Na região, a Rodovia Governador Adhemar de Barros (SP-340) segue paralisada em Mogi Mirim (km 156), Casa Branca (km 237) e Mococa (km 272). Em São João da Boa Vista, a paralisação segue na SP-344 no km 223, que liga a cidade a Aguaí. A SP-350 também está paralisada no km 260, em São José do Rio Pardo. 

No Marco Divisório em Poços de Caldas, na divisa de Minas Gerais com o Estado de São Paulo, grupos também fecharam a rodovia nos dois sentidos entre Poços de Caldas e Águas da Prata. Também há paralisação nas divisas de São Paulo com Minas em Uberaba e Rifaina. Na rodovia Anhanguera, há paralisação no km 148 na altura de Limeira, no km 104 na altura de Campinas e no km 53 na altura de Jundiaí.

Desbloqueio imediato

O governador Rodrigo Garcia determinou, na manhã desta terça-feira (1º), às forças de segurança de São Paulo que atuem para o imediato desbloqueio de rodovias em todo estado. Conforme o informado, as ações vão priorizar o diálogo e as negociações, mas em casos de resistência, poderá haver uso de força. A determinação do governador é para que seja garantido o cumprimento da ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para fim dos bloqueios em vias públicas.

“Nós procuramos dialogar e negociar com esses manifestantes, para que as vias públicas fossem desobstruídas desde ontem. Hoje pela manhã, em virtude da decisão do Supremo Tribunal Federal, as negociações se encerram e a partir de agora nós vamos aplicar aquilo que determina a decisão judicial”, afirmou o governador.

Rodrigo Garcia fez o anúncio durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. Também estavam presentes o secretário de Segurança Pública do Estado, general João Camilo Pires de Campos, a procuradora geral do Estado, Inês Maria dos Santos Coimbra, e o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Sarrubbo.

A decisão do governador visa atender à determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para que as forças de segurança tomem medidas imediatas para impedir as ações de bloqueio nas rodovias de todo o país. A decisão de Moraes foi referendada pelo STF durante sessão virtual extraordinária realizada na madrugada desta terça.

Os manifestantes que descumprirem as determinações do STF e resistirem às ações da Polícia Militar, poderão ser multados e presos. A multa prevista é de R$ 100 mil por hora para cada veículo que realizar a obstrução de vias. 

O governador destacou que as negociações já começam a ter êxito, com dispersão de vários pontos de manifestações, entre eles o da Rodovia Hélio Smidt que havia bloqueado o acesso ao aeroporto internacional de Guarulhos. Rodrigo fez um apelo aos manifestantes para que os bloqueios sejam encerrados de forma pacífica. 

“São Paulo respeita a democracia, o estado democrático de direito, e não vai ser manifestação ou baderna que vai fazer com que a sociedade não reconheça os resultados da urna. Aos vencedores, o mandato, e aos perdedores, o reconhecimento da derrota. É isso que determina a nossa Constituição e é isso que São Paulo vai preservar”, destacou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui