Obras da voçoroca devem ficar prontas daqui a 40 dias

Obras da voçoroca na última semana, durante visita da Gazeta de Vargem Grande. Foto: Reportagem

Esta semana a reportagem da Gazeta de Vargem Grande esteve visitando as obras que estão sendo executadas próximas aos Conjuntos Habitacionais Alceu Morandin e Antônio Ribeiro Filho, as Cohabs 5 e 6, para contenção da voçoroca que ameaça algumas casas daqueles conjuntos habitacionais e, segundo um dos encarregados, a previsão é que a obra seja entregue dentro de 40 dias, se tudo correr bem.
A voçoroca, situada em terras pertencentes à família de José Ricardo Ranzani, está há poucos metros das casas que corriam risco de serem engolidas pela cratera que estava se formando no local. Conforme já publicado pelo jornal, a erosão teve início com a construção dos conjuntos habitacionais, por volta de 2010, após o direcionamento da rede de águas pluviais para um terreno nas proximidades. A água passou a carregar o solo, causando a erosão. O buraco foi aumentando, chegando a medir aproximadamente 100 metros de comprimento, 60 metros de largura e 20 metros de profundidade, dez anos depois, ameaçando as residências das Cohabs, inauguradas anos antes.
A situação foi denunciada pelos moradores que se sentiam ameaçados e também pelo dono da propriedade rural que foi atingida pela erosão e que teve açudes completamente aterrados, conforme reportagens da Gazeta de Vargem na época. A família entrou com uma ação na Justiça por perdas e danos e a ação ainda está em andamento.

Em busca de solução
Desde que a voçoroca foi detectada, o prefeito Amarildo passou a fazer uma verdadeira peregrinação junto ao governo do Estado em busca de verbas para resolver o problema. Em 2019, foi realizada a primeira etapa no valor de R$ 1.425.977,82, com a execução de obras de um canal bem próximo às casas para coleta da água das chuvas, visando o controle de erosões e desvio das águas pluviais que desciam pelos asfaltos dos bairros.
Em 2022, a Gazeta publicou uma matéria focando o problema. Na ocasião o prefeito havia conseguido uma verba no valor de mais de R$ 5 milhões para o término das obras e disse em uma live a respeito do problema:
“Fui umas 30 vezes em São Paulo. Desde a época do governador Geraldo Alckmin eu vou lá pra tentar resolver isso e quem resolveu foi Rodrigo Garcia – então governador do Estado – e Barros Munhoz – deputado estadual”, afirmou na ocasião, dizendo que os investimentos para recuperar o local, passavam dos R$ 7 milhões.
Conseguida a verba, a obra foi colocada em licitação e no mês de maio de 2022, o jornal publicou que saiu vencedora a empresa Construdaher Construções e Serviços Ltda. A obra seria custeada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), do Governo do Estado de São Paulo, que licitou a contratação da construtora. O contrato foi firmado no valor total de R$ 5.398.081,60, com um prazo de 12 meses para sua execução.
De acordo com o projeto para a obra, seria feito o retaludamento da área erodida, execução de aterro na área central da voçoroca, sobre o qual seria implantado um canal de concreto para o escoamento das águas de chuva, com uma escada dissipadora em gabião.
Segundo fala do prefeito Amarildo, a Prefeitura já possuía a emissão na posse da área da voçoroca, já tinha negociado com os proprietários da área a doação da mesma, mas o processo ainda estava para ser concluído, uma vez que o inventário envolvendo a propriedade ainda não tinha sido finalizado.

Na foto, área da voçoroca quando as obras tiveram início. Foto: Prefeitura Municipal

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