Nesta semana, mais precisamente às 18h25 da última segunda-feira, dia 20, começou o outono no Brasil. Estação caracterizada por temperaturas amenas e chuvas mais escassas é a transição entre o verão chuvoso e quente para o inverno frio e seco. E este ano, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de um outono com chuvas abaixo da média para a região Sudeste. Ou seja, depois de um verão com chuvas que castigaram a cidade, causando uma série de transtornos, o outono pode ser mais seco do que o normal. Os três primeiros meses do ano em Vargem foram marcados por tempestades que causaram pontos de alagamento, derrubaram árvores, provocando estragos em diversos bairros. No entanto, o período de estiagem que antecedeu esses meses chuvosos foi bastante severo. A ponto de a prefeitura ter de decretar alerta de racionamento para evitar o desabastecimento de água na cidade. O nível do lago da represa Eduíno Sbardellini permaneceu baixo por muitos meses e a água só voltou a cair pelo vertedouro no final do ano passado. E ao que tudo indica, períodos de seca intensa, alternados com meses de chuvas intensas e com potencial perigoso parece que tornou algo difícil de ser revertido no mundo todo. A ação humana causou danos ambientais no planeta, que levaram ao aquecimento global e se nada for feito imediatamente, será tornará algo irreversível. É o que informou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), na última segunda-feira. Evitar o colapso climático é uma tarefa que deveria envolver o mundo todo. O relatório final elaborado pelo painel observou que existem opções viáveis e eficazes para que a humanidade se adapte às mudanças climáticas e reduza a emissão de poluentes. A meta é que o aquecimento global não ultrapasse 1,5ºC até o final deste século. Para isso, até 2030 é preciso que o mundo todo reduza pela metade a sua emissão de poluentes e que em 2050, essa redução chegue a 99%. A janela para que as medidas tomadas hoje tenham impacto necessário para impedir essa tragédia futura está diminuindo. Adotar políticas de energia limpa, de arborização, de consumo consciente e reutilização de água, de reciclagem e disposição correta de resíduos sólidos não é algo próprio de “eco-chatos”. Deveria ser encarado como medidas desesperadas que pais fazem para salvar os próprios filhos. E nesse caso, não é no sentido figurado não. É no literal mesmo. Se nada for feito, não vai haver mais um planeta saudável para que as pessoas possam ver seus filhos e netos crescendo sem o risco de fome, desabastecimento e de uma vida igualmente saudável.













