Manilha de esgoto estoura e gera reclamação de vizinhos

A manilha estourou em terreno próximo à Rua 26 de Setembro. Foto: Reportagem

Uma manilha de esgoto estourou no terreno próximo às ruas 26 de Setembro e final da rua Theófilo Ribeiro de Andrade e o mau cheiro exalado está incomodando os vizinhos. As águas do esgoto estão correndo a céu aberto em uma chácara próxima ao local e os dejetos acabam caindo no Córrego Santana, poluindo o riacho que corta a cidade, despejando no Rio Verde.
Os moradores pedem ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE) que coloque uma tubulação de maior dimensão, pois com as chuvas, muita água acaba sendo levada para as redes de esgoto e a pequena dimensão da tubulação não comporta e frequentemente a rede acaba estourando e o esgoto vazando no local.
A Gazeta de Vargem Grande contatou a Prefeitura Municipal, que informou que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE) tem conhecimento do problema e já realizou várias melhorias nesta rede de esgoto, uma vez que a mesma é antiga e de manilha.
“A equipe do SAE foi até o local e realizou a manutenção, no entanto, o grande problema existente é o lançamento indevido de águas pluviais nas redes coletoras de esgoto, ou seja, em período de chuva, os volumes das redes de esgoto tem um grande aumento, causando o saturamento das redes coletoras de esgoto”, explicou.
Conforme pontuou, o problema de transbordamento agrava o problema ainda mais, devido ao lançamento indevido de objetos estranhos, como roupas, papel higiênico, bolinhas de plásticos, sacos de estopas, etc, na rede coletora de esgoto, causando assim uma sobrecarga na rede.
Minimizar o problema
De acordo com o informado, a fim de minimizar e, posteriormente, sanar o problema das ligações clandestinas de águas de chuva descartadas de forma indevida nas redes de esgoto, o SAE e o Chefe do Executivo criaram a Lei nº. 4.647 de 07/03/2022.
“De acordo com a Lei os imóveis que estão com a rede de água de chuva ligada na rede de esgoto têm até 24 meses, a partir da publicação, que foi em março de 2022 para regularizar a situação, portanto restam 12 meses”, disse.
Segundo o explicado, passado o prazo determinado, a prefeitura e o SAE irão realizar vistorias dos imóveis e verificados irregularidades quanto às normas exigidas, o proprietário será notificado para que realize as adequações necessárias dentro do prazo de 90 dias. Após esse período, segundo a lei, será aplicada multa, que pode variar de 53 UFMs a 145 UFMs. “Se aplicadas quaisquer uma das multas previstas e mesmo assim não for realizada a adequação necessária do imóvel o proprietário será notificado novamente para regularização, em caso de descumprimento, será aplicada nova multa correspondente a cada reincidência”, disse.

Estudo
A Prefeitura Municipal informou que o SAE realizará um estudo da contribuição da bacia dos bairros Jardim Pacaembu, Jardim Morumbi e Jardim Quarto Centenário para redimensionar a rede e solucionar o problema. “Ressaltamos por fim, que quando não há chuva e lançamento de objetos estranhos o transbordamento não ocorre, comprovando que o problema existente é por causa do lançamento indevido de águas pluviais nas redes coletoras de esgoto”, disse.

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