No dia de N. Sra. Aparecida, vargengrandense recebeu transplante

Após o transplante, com o doutor, o amigo também transplantado e enfermeira

O comerciante de Vargem Grande do Sul, José Antônio Fabiano, de 62 anos, recebeu um transplante de coração, após sofrer um severo infarto. Muito devoto a Nossa Senhora Aparecida, ele passou pela cirurgia e renasceu no dia dela em 2017. Ele é casado com Marizeti Filomena Guidi Fabiano e pai de Arthur Guidi Fabiano e Raphael Guidi Fabiano.

À Gazeta de Vargem Grande, ele contou sua emocionante história de vida. Após sofrer um grave infarto em 24 de junho de 2014, José perdeu muito do coração. “Segundo os médicos, perdi uma área nobre e muito vital. Minha qualidade de vida estava cada vez mais comprometida, chegando ao ponto de uma grave insuficiência cardíaca”, disse.

Ele foi orientado por um médico de Vargem a fazer uma consulta com um especialista muito renomado em transplantes e, assim, tudo se encaminhou para um possível transplante. “Com muitas idas e vindas até São Paulo, em meu caso cada vez mais se agravando, fiquei internado no Hospital Santa Catarina no Jabaquara, que é uma unidade do Hospital Albert Einstein, aguardando o coração por praticamente 5 meses”, explicou.

Toda a espera pelo coração e o processo do transplante de José foi filantrópico, através do SUS. Em agosto de 2017, ele chegou a ir para a sala de cirurgia da unidade do Albert Einstein no Morumbi após a chegada de um órgão compatível, o qual tem que ser de um doador saudável, mesmo tipo sanguíneo e até o porte físico semelhante, podendo ser homem ou mulher, na idade de doador. O comerciante contou que depois de muita ansiedade, a equipe médica anunciou que infelizmente o órgão não estava mais em perfeita condição, provavelmente devido a demora da captação do órgão.

A devoção e fé
José Antônio Fabiano é muito devoto de Nossa Senhora Aparecida e Padre Donizetti. Ao jornal, ele contou que a sua fé lhe dava forças e esperança de dias melhores. “Sentia muito a força das orações de todos que acompanhavam meu caso, familiares e muitas pessoas que eu nem conhecia”, disse.

No dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, para sua surpresa, ele recebeu a tão aguardada notícia. “Por volta das 10h, um médico da equipe veio anunciar que provavelmente estava chegando um coração compatível. Ao meio-dia, veio a confirmação positiva, enquanto ouvia os fogos de artifício em celebração ao dia da Padroeira do Brasil na unidade do Albert Einstein no Jabaquara. Foi muito marcante a festa de toda equipe quando chega um órgão para transplante”, contou.

Após, José Fabiano foi levado à unidade do Albert Einstein no Morumbi. “Diante de minha fé e em acreditar que um dia eu teria minha vida restaurada e pelo dia abençoado de 12 de outubro, penso ter alcançado uma grande Graça. Não tenho dados nenhum do doador, mas rezo sempre pela alma dele e sei que Deus sabe do tamanho do gesto que ele fez por mim”, relembrou.

O comerciante ressaltou que a fila de espera de transplantes de órgãos é imensa e muito burocrática e que é preciso que mais pessoas sejam doadores de órgãos. “Peço a Deus que muitas outras pessoas se conscientizem e manifestem seu desejo de ser doador aos seus familiares”, disse.

Hoje, após quase seis anos do transplante, a vida de José Fabiano é absolutamente normal. “Faço caminhadas como antes de adoecer e até alguns exercícios físicos para melhor condicionamento físico, sempre me cuidando com os medicamentos e exames periódicos com a equipe médica do Albert Einstein”, contou.

José Fabiano expressou sua gratidão ao transporte público da Prefeitura Municipal, como vans e ambulâncias que fazem a locomoção de tantos pacientes para outras cidades.
Para ele, um fator muito importante durante todo o processo foi o apoio de sua família. “O hospital, inclusive, presa por acompanhante. Minha esposa e meus filhos estiveram ao meu lado todo o tempo de internações, toda a espera do coração e pós transplante”, disse.

Emocionado, José Fabiano finalizou a entrevista do jornal dizendo que o tempo de Deus não é o nosso, mas que a espera vale a pena e que Deus é bom o tempo todo.

Fotos: Arquivo Pessoal

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