O advogado Tayrone Marquesini Chiavone, 33 anos, que morou em Vargem Grande do Sul durante toda a sua infância e parte de sua vida adulta, enquanto cursava a graduação em Direito, acabou de escrever o livro Sociedade de Risco Digital: O Princípio da Precaução na Regulação da Inteligência Artificial.
Residindo atualmente em São Bernardo do Campo, onde administra seu escritório de advocacia, Tayrone é filho de Solange Garcia Marquesini e Reinaldo Antônio Chiavone. Também cita as influências de seu segundo pai, Manoucherh Charkhi na sua vida. Ele se formou em Direito pela Unifeob em 2014 e se tornou mestre em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, em Portugal. Atualmente, o advogado está se preparando para ingressar no doutorado, estando entre as suas opções a USP do Largo São Francisco ou a Universidade de Coimbra, em Portugal.
Seu livro será lançado no dia 7 de março na livraria Curitiba, no shopping Golden Square de São Bernardo do Campo, às 19h. Ele pode ser adquirido na Amazon ou na Editora Dialética.
À Gazeta de Vargem Grande, ele contou o que o levou a escrever esse livro. “Esta obra é o resultado das minhas investigações durante o meu curso de mestrado na Universidade Nova, de Lisboa. O interesse em compreender os riscos inerentes ao uso da inteligência artificial e como o Direito iria se comportar para regular esta tecnologia, constituíram as motivações centrais por trás da minha pesquisa”, explicou.
Em suas redes sociais, Tayrone explicou que este trabalho foi desenvolvido no âmbito do grupo de pesquisa COSMOPOLITANISM – Justice, Democracy and Citizenship without Borders, um projeto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal.
“Eu utilizei como marco teórico da minha pesquisa a “Teoria da Sociedade de Risco” de Ulrich Beck. A escolha deste marco teórico buscou dar sequência àquilo que Beck previa ao analisar a transição da Sociedade Moderna para a Modernidade Reflexiva, por consequência a Sociedade de Risco”, disse.
“No entanto, a minha pesquisa avança ao interpretar o processo de digitalização da sociedade como um novo paradigma na produção e amplificação de riscos, levando ao que denomino de ‘Sociedade de Risco Digital’ (especificamente os riscos relativos ao uso da inteligência artificial, que se distingue pela sua capacidade de alterar profundamente as estruturas de poder e as dinâmicas sociais)”, completou.
Para ele, no cerne da obra, está a compreensão de que a inteligência artificial cria novas formas de riscos que são, por sua natureza, difíceis de prever e de gerir. “Por isso, este estudo investiga a necessidade de uma abordagem regulatória que incorpore o princípio da precaução – um princípio norteador na regulação de incertezas científicas. A decisão de transformar essa pesquisa em um livro reflete aquilo que mais acredito como pesquisador: que todo conhecimento adquirido deve ser compartilhado e disseminado para o benefício coletivo”, finalizou.
Tayrone vem de uma família de advogados, sendo o primeiro deles o seu falecido avô Romualdo Marquesini, advogado conhecido em Vargem. “Atualmente ainda possuo meu tio Sandro Marquesini, um excelente advogado criminalista de Vargem Grande do Sul”, disse.
Na cidade, o advogado estudou no Colégio Caracol e Espelho Mágico (Nova Era) quando criança, fez o colegial na Escola D. Pedro II e cursou a graduação de Direito em São João da Boa Vista.
Fotos: Arquivo Pessoal
















