Mesmo com os casos de dengue ainda baixos em Vargem Grande do Sul, a Prefeitura Municipal não está medindo esforços para que a doença siga controlada. Dados da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) do Estado de São Paulo mostram que Vargem registrou 21 casos de dengue, onde apenas uma está sinalizada como sinal de alarme e 115 notificações foram descartadas.
Desde o início do ano, a prefeitura já realizou muitas ações preventivas, inclusive um Mutirão e Arrastão contra o mosquito Aedes Aegypti – mosquito que transmite dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela, a fim de evitar que a cidade sofra uma epidemia de dengue, como no ano passado, quando Vargem somou mais de 3.200 casos da doença e um óbito.
No final de janeiro, a Prefeitura Municipal também instituiu o Plano de Intensificação/Contingência, Assistência, Vigilância e Controle das Arboviroses 2025. O decreto municipal n.º 6.307, de 31 de janeiro de 2025, foi publicado no Diário Oficial do dia 11 de fevereiro. O plano estabeleceu um conjunto de estratégias para enfrentar surtos de Dengue, Chikungunya, Zika Vírus e Febre Amarela, a fim de priorizar a prevenção, detecção precoce e atendimento eficiente aos pacientes.
No plano, está a Sala de Situação Municipal, já em plena atividade, um local para monitorar a incidência das arboviroses e garantir a execução das medidas de controle. A sala reúne especialistas das áreas de vigilância epidemiológica, sanitária e entomológica, além de profissionais da saúde pública e privada.
De acordo com o plano, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) serão os principais pontos de atendimento inicial, onde será feita a triagem, hidratação e notificações. Os casos graves, no entanto, serão encaminhados para unidades de referência hospitalar e, se necessário, para UTI. O plano categoriza os pacientes em quatro grupos de risco, sendo A, B, C e D, seguindo a gravidade dos sintomas.
O documento também define que, caso haja uma epidemia, a cidade pode reorganizar o atendimento nas unidades e o Hospital de Caridade atuará como referência para internação de pacientes com quadro de saúde grave.
Apoio da população
Segundo o plano, todo munícipe deverá participar do controle da dengue, mantendo locais de sua propriedade ou locação livres de criadouros do agente transmissor de doenças, bem como denunciar, comunicar fatos ou locais onde estejam ocorrendo a proliferação de vetores.
Os moradores também devem colaborar com as ações e realizar as medidas que os Agentes Comunitários e Controle de Endemias, quando em vistoria, solicitarem para o controle e eliminação de criadouros. É necessário, ainda, que a população permita que os Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias entrem em suas residências, para realizarem suas atividades.
Região
Embora Vargem esteja com os casos de dengue ainda controlados, algumas cidades da região, bem como o Estado de São Paulo como um todo, não estão tendo a mesma sorte. No estado, de acordo com a Coordenadoria de Controle de Doenças (CCI) do Estado de São Paulo, há 134.798 casos da doença, sendo que 285 casos são considerados graves, 3.402 estão com sinais de alarme e 126 óbitos foram registrados.
Na região, a cidade com mais casos confirmados é São João da Boa Vista, com 279, seguida de Espírito Santo do Pinhal, com 225 casos. Em Aguaí, há 76 casos, São José do Rio Pardo 36, e Casa Branca 39.
Felizmente, Itobi está com apenas 11 casos, São Sebastião da Grama com cinco e Divinolândia com três.
Também na região, mas um pouco mais adiante, está Porto Ferreira, com 1.446 casos da doença. Na cidade vizinha, Santa Cruz das Palmeiras, há apenas 12 casos da doença.
Sintomas
A dengue pode apresentar sintomas como febre alta repentina; dor de cabeça; dores musculares; dor nas articulações e atrás dos olhos; fraqueza; vermelhidão no corpo; e coceira.
A diferença para a dengue hemorrágica é que além dos sintomas da dengue clássica, pode haver também confusão mental, agitação ou insônia; perda de consciência; sangramento na boca, nas gengivas e nariz; boca seca e muita sede; dificuldade de respiração; fortes dores abdominais e vômitos intensos; pele pálida, fria e úmida; e pulso fraco.
De acordo com a prefeitura, sempre que o morador sentir os sinais clássicos dos sintomas, como febre, dor muscular, dor atrás dos olhos, manchas pela pele, desidratação, sensação de fraqueza e inapetência, ele deve procurar atendimento médico.












