A cidadã Andreza Bucci entrou com uma representação contra o vereador Paulo César da Costa (Podemos), o conhecido Paulinho da Prefeitura, protocolada na Câmara Municipal no dia 2 de julho, quarta-feira, onde o denuncia pelos ataques que sofreu por parte do vereador nas redes sociais.
A representação por quebra de decoro parlamentar alegada pela denunciante, foi devido a um comentário feito por Paulinho que a teria atacado, após Andreza ter comentado sobre o Hospital de Caridade envolvendo o vereador, também nas redes sociais. Em resposta, Paulinho disse: “Você deveria ter feito um grande serviço à sua família. Ter feito um bom serviço pulando no meio do pontilhão”.
Essa fala do vereador teria exposto a cidadã, que tinha passado por severa depressão e teria pulado de um pontilhão, onde felizmente nada de mais grave lhe teria ocorrido. Após o incidente, Andreza disse no dia 17 de junho, que iria tomar todas as providências judiciais cabíveis, publicando uma nota onde manifestou sua total indignação e repúdio às palavras “criminosas e violentas proferidas contra mim pelo vereador Paulo César da Costa, que, em uma rede social, incitou publicamente que eu cometesse suicídio, me ofendendo, humilhando e tentando me silenciar”.
Na edição do jornal que circulou no dia 21 de junho, Paulinho em entrevista à Gazeta, disse que estava arrependido, que foi infeliz ao proferir as palavras e pediu desculpas à cidadã.
Vereadores terão que aprovar denúncia
A reportagem da Gazeta de Vargem Grande esteve na Câmara Municipal e conversou com o presidente do Legislativo, vereador Maicon Canato (Republicanos) para se inteirar da questão que envolve o vereador. Segundo apurou o jornal, a denúncia feita por Andreza Bucci à Câmara Municipal deverá ser lida na primeira sessão ordinária que acontecerá no dia 4 de agosto.
Segundo o presidente Maicon, a Câmara está em recesso e todos os prazos processuais estão suspensos. Para que a denúncia seja aceita, é necessário a maioria dos votos dos vereadores presentes na sessão. Segundo o Regimento Interno da Câmara, se os vereadores decidirem pelo recebimento da denúncia, na mesma sessão ordinária será constituída a Comissão processante, com três vereadores sorteados entre os desimpedidos, os quais elegerão, desde logo, o presidente e o relator. Se a maioria não aceitar, a denúncia é rejeitada e o pedido é arquivado












