Com um tema caro a todos os vargengrandenses, a perda da memória e do patrimônio cultural em cidades do interior, foi com emoção e sentimento de pertencimento que o filme Vila Polar teve sua estreia oficial, no dia 25 de julho no Espaço Mais Cultura, em Vargem Grande do Sul.
Realizado com apoio da Lei Paulo Gustavo, o curta-metragem utiliza a ficção como ponto de partida para discutir um tema profundamente real, que esteve em pauta recentemente no município, envolvendo também a questão da preservação do patrimônio cultural e histórico da cidade.

Tendo como cenário principal um dos bairros mais conhecidos de Vargem Grande do Sul, Vila Polar convida o público a refletir sobre o que ainda pode e deve ser preservado. O roteiro é assinado por Paulo Tothy, que destacou a importância do momento da estreia: “A estreia de Vila Polar foi muito emocionante e significativa. Exibimos o filme no Espaço Mais Cultura, foi muito simbólico ocupar este aparelho cultural descentralizado. Estiveram presentes familiares, amigos, artistas e moradores da cidade e da região, criando um encontro de diferentes gerações e olhares. Foi um momento de partilha e celebração da cultura local, que conectou com o público de uma forma muito afetiva”, contou Tothy.
A exibição foi marcada por fortes reações do público, que se viu representado nas imagens e nas histórias narradas. A proposta poética e sensível do filme provocou identificação e diálogo sobre o valor das memórias afetivas e dos espaços simbólicos, especialmente em um momento em que muitas cidades veem suas histórias se perderem em meio ao progresso desenfreado.
Mesmo ainda não disponível online, a equipe do filme já planeja exibições em escolas de Vargem Grande do Sul, cineclubes e festivais de cinema, ampliando o debate sobre pertencimento e preservação cultural.
“A ideia é levar essa reflexão para públicos diversos, estimulando conversas sobre o passado, o presente e o futuro de nossas cidades”, afirma o roteirista.
A expectativa é que, futuramente, o curta seja disponibilizado em plataformas digitais gratuitas, democratizando ainda mais o acesso à obra.
Mais do que um retrato da cidade, Vila Polar é uma carta de amor àquilo que resiste: as lembranças, os lugares marcados pelo tempo e as pessoas que carregam em si a história de uma comunidade. Em tempos de apagamento simbólico e físico da memória coletiva, o filme surge como um convite para cuidar e não esquecer.












