Mesmo longe do desfile, artesão mantém viva a paixão pela festa com entrega de troféus artesanais
A tradicional Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana chegou à sua 49ª edição neste mês em Vargem Grande do Sul, reunindo comitivas, charreteiros e fiéis em um dos eventos mais marcantes do calendário religioso e cultural da cidade. Mais do que cavalos e promessas, a romaria é feita de histórias de devoção e dedicação como a do senhor José Carlos Costa, conhecido como Perová.
Aos 58 anos, Perová carrega consigo mais de três décadas de participação ativa na cavalgada. Há seis anos, ele não desfila mais com os demais romeiros, mas sua presença continua viva por meio dos troféus artesanais que ele mesmo confecciona, uma tradição que mantém há 20 anos.
Neste ano, com o apoio de amigos que contribuíram com o patrocínio, Perová produziu 80 troféus, todos feitos à mão com madeira e ferro. As peças foram entregues pessoalmente por ele às comitivas e charreteiros que participaram da romaria, como forma de reconhecimento e incentivo à preservação da cultura local.
“Mesmo sem desfilar, meu amor pela romaria é imenso. Faço cada troféu com muito carinho, porque é uma forma de continuar participando e mantendo viva essa tradição tão bonita”, afirmou o artesão.
A Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana é mais do que uma celebração religiosa; é um símbolo da identidade de Vargem Grande do Sul, e histórias como a de Perová mostram que o amor pela tradição vai além do trajeto percorrido pelos romeiros, está também nas mãos e no coração de quem acredita na fé e na cultura do povo.















