Sorriso Mágico: 13 anos espalhando alegria e empatia nos hospitais

Voluntários do Sorriso Mágico em ação. Fotos: Arquivo Pessoal

A prática de levar palhaços a hospitais começou nos Estados Unidos, em 1986, com o ator Michael Christensen e sua “Clown Care Unit”. No Brasil, a ideia ganhou vida em 1991 pelas mãos do ator Wellington Nogueira, que fundou o grupo Doutores da Alegria, após participar do projeto americano. A primeira atuação brasileira ocorreu no Hospital da Criança, em São Paulo, marcando o início da presença dos chamados besteirologistas nos hospitais do país.
Inspirado nessa trajetória, Vargem Grande do Sul também escreveu sua própria história de solidariedade. Há 13 anos nasceu o projeto Sorriso Mágico, idealizado por Lucian Lopes e batizado por seu amigo Rovilson Antônio da Silva Júnior, o Juninho Pipers, dentro de um ônibus da faculdade.
Desde 2012, o grupo atua com visitas hospitalares e ações comunitárias, levando música, carinho e afeto a quem enfrenta momentos difíceis. Mesmo durante a pandemia da Covid-19, a missão não parou: o Sorriso Mágico promoveu visitas virtuais, levando alegria até mesmo a quem estava isolado.
Atualmente formado por um time de voluntários engajados, o projeto segue sem fins lucrativos, com toda doação direcionada diretamente às pessoas ou instituições beneficiadas. O time é formado por Aline Morgado, Angelino Júnior, Caroline Luzetti, Jéssica Danieli, Jéssica Passoni, Leandro Palaoro, Luciana Oliveira, Luiz Paulo, Luis Carlos da Silva, Leandro Oliveira, Marise Ribeiro, Marcos Vinícius, Marcus Monteiro, Maicon de Alcântara, Rovilson A. da Silva Júnior e Samantha Todero do Nascimento.
Juninho Pipers, fundador do Sorriso Mágico, comentou à Gazeta sobre o início do grupo. “Tudo começou com um sonho despretensioso, mas com o coração cheio de vontade. A cada visita, evoluímos, crescemos, aprendemos. O carinho nos olhares, os sorrisos que recebíamos em dobro… tudo isso nos curava também. Eu vi o poder do amor nos gestos mais simples. Vi lágrimas virarem riso, vi silêncio se transformar em música. Ser parte disso é indescritível. Em muitos momentos, fomos o sorriso em meio à dor, e isso nos dá forças para seguir”, disse.
Juninho fala que a política de grupo é bem definida e estabelece de forma clara que o projeto não visa qualquer tipo de lucro financeiro e nenhum dos integrantes pode receber qualquer tipo de doação em dinheiro. O grupo prefere que as doações sejam encaminhadas diretamente às pessoas que necessitam. Também há a preocupação em não haver ligação com nenhum partido político ou com alguém que possa querer utilizar o projeto para conquistar algo de viés pessoal.
“O Sorriso Mágico é mais que um projeto: é parte da minha vida. É missão, é alma. E mesmo com pausas e desafios, seguimos em frente, com Deus nos guiando pela longa estrada da vida… e do sorriso.” completou.

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