Famílias de fundadores da cidade mantiveram lojas na Rua do Comércio

Foto de Virgílio Forlin mostra estabelecimentos na praça das primeiras décadas do século passado

No livro “A História da Câmara Municipal de Vargem Grande do Sul”, uma pesquisa feita por Zezé Miranda e Dôra Avanzi, fala que no início de sua história, a cidade era formada de poucas casas de pau-a-pique e havia apenas a Casa de Negócios de Bernardo Garcia. Sendo este citado como um dos primeiros comerciantes da cidade.

Fotos: reprodução A Imprensa/ Acervo Virgílio Forlin/Reprodução Internet

Um dos fundadores de Vargem Grande do Sul, Cel. Mariano Parreira também tinha uma loja na Rua do Comércio

Também em sua carta-testamento, que escreveu a seus filhos em 9 de junho de 1930, quando completava 89 anos, o Cel. Mariano Parreira, considerado um dos principais fundadores do município, relatou com orgulho: “Retirei-me do comércio, da política, do foro, como entrei, sem deixar nódoa que manche o meu humilde nome”. Segundo dados apurados pelo jornal, tratava-se da “Loja dos Fazendeiros”, um comércio que o coronel mantinha na cidade que ajudou a fundar e naquela época, poderia estar localizada na Rua do Comércio. Possivelmente se trataria de uma casa de secos & molhados, como eram chamados os antigos armazéns que vendiam um pouco de tudo que as pessoas necessitavam na época.


O historiador vargengrandense José Osvaldo Leal contribuiu com esta edição afirmando que Antônio Garcia Leal, descendente do clã de fundadores do município em uma edição do Almanak de 1911, aparece como “comerciante de botequins”. Também Christiano Garcia Leal, outro descendente da Família Garcia Leal e considerado oficialmente pela Prefeitura como um dos fundadores de Vargem Grande do Sul, aparece no mesmo Almanak como 1º Juiz de Paz e como tendo comércio de armazém misto, “provavelmente na Rua do Comércio ou Largo da Matriz, onde residia”.

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