Rua do Comércio: ontem e hoje

Documentário mostra rua do Comércio em 1948. Foto: Reprodução Youtube

Ainda buscando pela memória o passado da Rua do Comércio, recordou Alemão que no conhecido Bar do Mineiro, Alemão Scacabarozi lembra que funcionou uma loja da família Tatoni, a primeira gráfica também. Na mesma calçada, logo em seguida, estava a famosa loja de sapatos de Américo Vespúcio, a conhecida Sapataria Santa Catarina, a loja mais chique de calçados da cidade, segundo ele. Também lembrou da Casa Rádio, de Olavo Ferreira Martins, que vendia eletrodomésticos, bicicletas Monark, hoje é a atual Cosmética Primavera.
No passado da Rua do Comércio revisitado por Antônio Onofre Scacabarozi, o Alemão, onde hoje é a Linda Bijoux, funcionou a loja de José Farah, era a época em que muitos descendentes de turcos e libaneses dominaram a Rua do Comércio com seus bazares de armarinhos e tecidos.


A Família Mourkazel foi uma delas, com a Loja da Dona Alice com a Casa Primavera e a loja de Mansur Mourkazel, onde hoje é a Ótica Paris. Também lhe vem à lembrança a Família Dutra Borges, que tinha alfaiataria e onde hoje é a Farmácia Popular. Na esquina onde funciona o Posto Shell, já foi o Bazar de Olguinha Femineli, segundo Alemão. Também onde hoje é a loja Suzi Center, já foi a tradicional sapataria de Rosalvo Alfaiate.

Também foram importantes lojas da Rua do Comércio, nas décadas mais recentes, a Casa Silva, de João Carlos Silva; a Casa Paula de Denyse e Isael Edemir Balarin; a Taú Magazine, de José e Marlene Taú, onde hoje é a Evolução; a Sapataria Micalce, de Abrahão Daud; a Casa das Roupas de Dirce e Benedito da Silva; a Casa das Noivas, de Zezé Bagatin e a Rei dos Calçados, de Luiz Bagatin; a Casa das Fábricas, de dona Armanda e Euclides de Oliveira; o Kilão dos Tecidos, de João Garrido Garcia e dona Jandira em frente à escola Benjamin Bastos e também O Lojão, da família de Aureliano Guerreiro.


Muitas dessas lojas não resistiram às mudanças trazidas pelos novos tempos. Outras se reinventaram, ampliaram seus produtos, mas todas deixaram marcas profundas na história da cidade. Relembrar os armarinhos, o Natal simples feito à mão e o início da modernização comercial nos anos 70/80 é manter viva a identidade de uma época em que as relações humanas eram o principal diferencial do comércio. Uma época que ajudou a formar a base econômica e cultural sobre a qual Vargem Grande do Sul cresceu e que continua presente na memória afetiva de muitos vargengrandenses.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui