
Celebração em ação de graças será realizada às 19h e marca a trajetória histórica da principal igreja da cidade
Neste sábado, dia 21 de fevereiro, às 19h, será celebrada pelo padre Thiago Caldeira de Oliveira, que está a frente da Paróquia, uma missa em ação de graças pelos 135 anos da Igreja Matriz de Sant’Ana. A celebração recorda a história da paróquia e a participação da comunidade na construção e consolidação do templo dedicado à padroeira do município.
De acordo com registros reunidos por Denise Ap. Canal Merlin no livro “Paróquia Sant’Ana, 120 Anos de amor e fé”, a atual matriz começou a tomar forma em meados da década de 1950. Em 20 de dezembro de 1956 foi aprovada a planta da nova igreja, recebendo aval da prefeitura em 3 de janeiro de 1957 e, dias depois, do Departamento de Saúde e Engenharia do Estado.
Em 21 de janeiro de 1957 teve início a demolição da antiga Matriz de Sant’Ana. O templo anterior, cujo projeto é atribuído ao arquiteto italiano José Speria, teve sua construção iniciada em 1907, durante o vicariato do padre João Rulli, e foi inaugurado em 16 de setembro de 1915 pelo padre Donizetti Tavares de Lima. Durante o período de transição, a Capela São Benedito passou a funcionar como matriz provisória.
A pedra fundamental da atual igreja foi benta em 14 de julho de 1957 pelo bispo diocesano Dom Luís do Amaral Mousinho, quando a obra ainda se encontrava na fase dos alicerces. Mesmo antes da conclusão oficial, o novo prédio passou a receber os fiéis. A construção contou com mobilização da comunidade, que colaborou para custear etapas como a aquisição dos sinos e do relógio da torre.
Em 1960, a paróquia recebeu a visita do núncio apostólico Dom Armando Lombardi, que esteve na cidade e conheceu a nova matriz, então próxima da conclusão. A sagração do altar de Sant’Ana ocorreu em 9 de junho de 1963, conduzida por Dom Davi Picão, data em que a igreja foi declarada inaugurada após a celebração da missa.
Nos anos seguintes foram realizados novos marcos: em 1964 foi inaugurada a Via-Sacra e sagrados três sinos dedicados a Sant’Ana, Nossa Senhora Aparecida e Santo Antônio; em 1966 entrou em funcionamento o relógio da torre, doado pela prefeitura. Entre 1970 e 1971 foi executado o revestimento externo com pastilhas, exceto fachada e torre, concluídas em 1979 sob a condução do monsenhor Celestino C. Garcia, que também providenciou novos bancos para a igreja.
Monsenhor Celestino faleceu em 4 de julho de 1984. Seu corpo foi velado e sepultado na própria Matriz de Sant’Ana, onde atuou diretamente na finalização das obras.
A missa deste sábado integra as comemorações pelos 135 anos da Igreja Matriz de Sant’Ana, marco religioso e histórico de Vargem Grande do Sul.











