
Criada há quatro anos por iniciativa de José Geraldo Ramazotti, na época também produtor, a feira reúne pequenos produtores, conta com apoio da Igreja Matriz e busca expansão para ampliar número de barracas
Há quatro anos, uma nova opção de feira livre em Vargem Grande do Sul começou a tomar forma a partir da iniciativa do produtor José Geraldo Ramazotti. A ideia surgiu da necessidade de criar um espaço para que pequenos produtores pudessem comercializar diretamente seus produtos. A partir disso, ele reuniu alguns agricultores e promoveu encontros na Casa da Agricultura, dando início à organização da iniciativa.
No começo, a feira funcionou no espaço onde hoje está instalada a agência do Sicredi. Posteriormente, foi transferida para a área ao lado da Igreja Matriz, em frente à casa paroquial. Na época, o pároco padre Eduardo autorizou a utilização do local, entendendo que a atividade não traria prejuízos e beneficiaria tanto os produtores quanto a população. Desde então, a feira permanece no espaço, de forma independente, contando com a cessão de água e banheiro pela igreja para atendimento aos feirantes. Atualmente, a feira acontece às quartas-feiras, das 14h às 18h.
De acordo com Sueli Cortes Pereira, a feira foi pensada para acolher todos os produtores da cidade. Quem deseja integrar o grupo deve procurar Ciro Manzoni, na Casa da Agricultura, responsável pelas orientações para novos participantes. Segundo os organizadores, ainda há possibilidade de inclusão de novos feirantes, especialmente aqueles que produzem alimentos da terra.
Luís Henrique Galbier, um dos responsáveis pela feira, afirma que a iniciativa representou uma mudança significativa para os pequenos produtores locais. Ele destaca que, inicialmente, o espaço era destinado exclusivamente à venda de frutas, verduras e legumes, mas com o tempo foram abertas exceções para ampliar a oferta e atender melhor o público. Hoje, além dos produtos hortifrutigranjeiros, os consumidores encontram pamonhas fresquinhas, as roscas e salgados de Cláudia Ronqui, os biscoitos e bolachas de Renata Canal, além de peças em artesanato que costumam aparecer em períodos festivos.
Atualmente, a feira conta com 10 barracas. Embora ainda existam algumas vagas, a limitação física do espaço é apontada como um dos principais entraves para o seu crescimento. A proposta dos organizadores é expandir a estrutura, permitindo que mais produtores participem e que a feira se desenvolva de forma organizada.
A feira atende toda a população e tem como característica a comercialização de produtos frescos e cultivados sem agrotóxicos. Por ser realizada a céu aberto, os feirantes enfrentam dificuldades em dias de chuva, mas mantêm a atividade de forma contínua.
Cláudia Ronqui, uma das participantes mais recentes, avalia que a feira mudou sua perspectiva como pequena comerciante. Para ela, o ponto central é estratégico para as vendas, mas existe o desejo de levar a feira, ao menos uma vez por semana, para outros bairros, ampliando o acesso da população. No entanto, segundo os feirantes, a falta de recursos e de estrutura adequada ainda dificulta a realização da atividade em outros locais que ofereçam as mesmas condições encontradas atualmente ao lado da igreja.











