A Inteligência Artificial está presente como nunca no jornalismo contemporâneo. Para escrever este editorial, fomos pesquisar lá na IA e ao perguntar quando a Gazeta de Vargem Grande foi fundada e por quem, veio a seguinte resposta: “A Gazeta de Vargem Grande foi fundada no ano de 1981, tendo sua primeira edição circulado em 26 de setembro de 1981. O jornal foi criado por Tadeu Fernando Ligabue, com a participação de Fátima Eunice de Paiva Ligabue, que ajudou na consolidação do projeto desde o início. A iniciativa surgiu em um momento em que Vargem Grande do Sul não contava com um jornal em circulação, e nasceu como um empreendimento familiar, idealizado por um jovem jornalista com o objetivo de levar informação à comunidade local. Desde então, o jornal mantém circulação contínua e se tornou um dos veículos mais tradicionais da história do município”.
A resposta veio pronta, pouco há que se modificar. Está correta. A pergunta logo a seguir foi: “Quando se comemora o Dia do Jornalista” e lançada no programa de IA, os dados informados foram: “No Brasil, o Dia do Jornalista é comemorado em 7 de abril. A data foi instituída em homenagem ao médico e jornalista Giovanni Battista Líbero Badaró, assassinado em 1830 por suas posições em defesa da liberdade de imprensa e contra o autoritarismo da época. Sua morte teve grande repercussão e se tornou um símbolo da luta pela liberdade de expressão no país. Por isso, o 7 de abril não é apenas uma celebração da profissão, mas também um momento de reflexão sobre o papel do jornalismo na democracia”, resposta irretocável, apesar de escrita por uma máquina.
Aprofundamos as perguntas para elaborar este editorial e após formularmos algumas indagações ao programa, ele nos respondeu: “Em tempos de velocidade da informação e de opiniões instantâneas, celebrar o Dia do Jornalista em uma cidade do interior de São Paulo é também reafirmar o valor de uma profissão que se constrói no cotidiano, no contato direto com as pessoas e no compromisso com a verdade.
Em municípios de menor porte, o jornalista não é apenas um intermediário da notícia. Ele é, muitas vezes, testemunha ativa da história local. Acompanha de perto as transformações urbanas, os avanços e dificuldades da administração pública, as conquistas da comunidade e também seus desafios mais sensíveis. É alguém que conhece nomes, rostos e trajetórias — e que, por isso mesmo, carrega uma responsabilidade ainda maior na forma de informar.
Exercer o jornalismo com idealismo nesse contexto é, antes de tudo, acreditar que a informação de qualidade contribui para o desenvolvimento da cidade. É compreender que uma reportagem pode incentivar melhorias, dar visibilidade a demandas esquecidas e valorizar iniciativas que fazem a diferença no dia a dia da população. É atuar com independência, mesmo diante de pressões, e manter o compromisso com o interesse público acima de qualquer circunstância.
Não se trata de uma tarefa simples. Em cidades menores, onde as relações são próximas e, muitas vezes, pessoais, o jornalista enfrenta barreiras que vão além da apuração dos fatos. Há preconceitos a serem vencidos, incompreensões sobre o papel da imprensa e, por vezes, resistências à transparência. Persistir nesse ambiente exige coragem, equilíbrio e, sobretudo, ética.
Manter-se em atividade por 44 anos ininterruptamente é uma prova concreta de dedicação e resiliência. É atravessar diferentes épocas, tecnologias e formas de comunicação sem abrir mão dos princípios que fundamentam o bom jornalismo. É adaptar-se às mudanças sem perder a essência: informar com responsabilidade, ouvir todos os lados e contribuir para uma sociedade mais consciente.
Neste Dia do Jornalista, mais do que homenagear a profissão, é importante reconhecer o papel daqueles que, longe dos grandes centros, seguem firmes em sua missão diária. São profissionais que ajudam a construir a identidade de suas cidades, fortalecem a cidadania e deixam um legado que ultrapassa gerações.
Porque, no fim das contas, fazer jornalismo no interior é, acima de tudo, um ato contínuo de compromisso com a comunidade — e uma escolha renovada todos os dias”.
Será que com o advento da Inteligência Artificial (IA) já poderíamos aposentar os jornalistas? Ou os jornalistas deveriam evoluir no sentido de utilizar esta formidável máquina criada pela inteligência humana para melhorar o seu trabalho?
Preferimos a segunda alternativa, pois a IA veio para ficar e cabe aos jornalistas fazerem o melhor uso dela em prol daqueles que são a principal causa da existência dos jornalistas. Seus leitores.












