Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana segue viva
Neste domingo, dia 26 de julho, Vargem Grande do Sul vive mais um capítulo de sua história com a 50ª Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana. Nascida em 1975, na gestão do então prefeito Huber Brás Cossi, a partir do entusiasmo de cavaleiros vargengrandenses, a Romaria se consolidou como o mais antigo e mais importante evento cultural e religioso da cidade. Meio século depois, o que começou como iniciativa de um pequeno grupo de devotos se transformou em uma das maiores manifestações de fé do interior paulista.
A Gazeta de Vargem Grande do Sul acompanha essa trajetória ano após ano, praticamente desde as primeiras edições do evento. Reportagens, entrevistas com organizadores, cavaleiros e romeiros, e a cobertura do trajeto e da programação fazem parte da rotina do jornal sempre que chega o mês de julho. Essa presença constante não é apenas registro jornalístico, é também compromisso com a memória de um evento que ajuda a definir a identidade da cidade.
Nem mesmo a pandemia interrompeu esse vínculo. Nos anos em que a Romaria não pôde ser realizada presencialmente, por conta das restrições sanitárias, a tradição não desapareceu. Ela seguiu viva pelo esforço do Departamento de Cultura e Turismo, que promoveu lives e transmitiu vídeos sobre o evento, mantendo romeiros e cavaleiros conectados à data e à fé que a Romaria representa. Foi um período em que a cidade precisou reinventar a forma de celebrar sem abrir mão da essência.
Chegar aos 50 anos é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade. A Romaria precisa continuar existindo, crescendo e recebendo cada vez mais romeiros, cavaleiros e visitantes de toda a região. Ao mesmo tempo, é preciso zelar para que o evento não perca seu caráter original. A Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana nasceu como manifestação de fé e devoção, não como pretexto para excessos, como som em volume elevado, consumo abusivo de álcool e comportamentos que descaracterizam a solenidade do cortejo e colocam em risco justamente aquilo que a torna especial.
O mesmo vale para o cuidado com os animais que participam do evento. Cavalos, bois, mulas e burros não são acessórios de um espetáculo. Eles são parte viva da tradição e merecem tratamento digno, com água, alimentação, descanso e atenção durante todo o percurso. Maus-tratos não combinam com fé, e a fiscalização anunciada pelas autoridades para esta edição é bem-vinda justamente por isso.
Que a 50ª Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana seja celebrada com a alegria que sempre a caracterizou, mas também com o respeito que ela exige, pelas famílias, pelos animais e pela própria história que Vargem Grande do Sul construiu ao longo de cinco décadas. A Gazeta seguirá, como sempre, registrando essa data para que ela continue sendo contada às próximas gerações.












