A romaria que louva Maria,
pelas veredas do sertão.
Os cavalos rompem as estradas,
levando consigo
a fé,
a purificação
e o amor.
Reúnem-se os romeiros
em santa devoção.
Vencem os espinhos,
as pedras do caminho
e o peso da jornada,
trazendo Sant’Ana
guardada no peito.
Ela alumia cada passo,
feito clarão nas veredas.
Se a chuva cai,
molham-se as vestes.
Se o sol castiga,
queimam-se os rostos.
Todavia,
nenhum passo retrocede.
Prossegue a romaria,
entre rezas e promessas,
até que muitos corações
se tornem um só.
E essa única oração,
erguida da terra aos céus,
alcança,
por fim,
os ouvidos de Jesus.
Victória Mazarini












