O juiz Gustavo de Castro Campos, que atuava na Comarca de Mococa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), foi encontrado morto na noite de quarta-feira, dia 7, dentro de um carro em chamas na zona rural de São João da Boa Vista. O corpo estava carbonizado.
O veículo foi localizado na Estrada de Terra Euclides Dotta, nas proximidades da Fazenda Aliança. Trabalhadores rurais que passavam pelo local tentaram conter o fogo com terra, utilizando uma retroescavadeira, até a chegada do Corpo de Bombeiros. A Polícia Civil e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apuram o caso.
Um dos pontos que chamaram a atenção na investigação foi a compra de gasolina pelo próprio magistrado horas antes de ser encontrado morto. Imagens de câmeras de segurança divulgadas pelo programa Cidade Alerta, da Record, teriam registrado Gustavo de Castro Campos adquirindo combustível em um galão. A informação ganhou destaque na apuração, mas ainda não esclarece qual seria a finalidade da compra nem sua relação com o incêndio.
A Polícia Científica realizou perícia no local, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista. A causa da morte e as circunstâncias em que o veículo pegou fogo seguem sob investigação. Até o momento, não há conclusão oficial sobre o que aconteceu. A Polícia Civil, por meio da DIG, investiga o caso e não descarta nenhuma hipótese. Entre as possibilidades analisadas estão homicídio e suicídio, e nenhuma delas foi confirmada até o momento. A investigação está a cargo do delegado Jorge Mazzi.
Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, Campos trabalhou por cerca de dez anos como advogado e foi delegado da Polícia Civil no Espírito Santo, em 2014, antes de ingressar na magistratura. Na Justiça paulista, atuou nas comarcas de Tambaú, Leme e Mococa.











