
Presidente foi reeleito após disputa acirrada; em Vargem Grande do Sul, candidato do PL recebeu 65,48% dos votos válidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo, dia 25, para um novo mandato à frente da Presidência da República, ao vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. O resultado nacional contrastou com a preferência dos eleitores de Vargem Grande do Sul, onde o candidato do PL conquistou uma vantagem expressiva.
Na apuração nacional, Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença entre os dois candidatos ultrapassou 4,4 milhões de votos.
Em Vargem Grande do Sul, Flávio Bolsonaro recebeu 15.273 votos, correspondentes a 65,48% dos votos válidos. Lula obteve 8.052 votos, ou 34,52%. A diferença no município foi de 7.221 votos favoráveis ao candidato do PL.
A preferência local já havia sido demonstrada no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na ocasião, Flávio recebeu 13.918 votos, equivalentes a 63,56% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 6.003 votos, ou 27,41%.
Na comparação entre os dois turnos, Flávio acrescentou 1.355 votos à sua votação em Vargem, enquanto Lula ampliou seu total em 2.049 votos. Apesar do crescimento numérico maior da votação petista, Flávio também aumentou sua participação percentual no município, passando de 63,56% para 65,48%.
O percentual de Lula subiu de 27,41% para 34,52%, uma alta de 7,11 pontos percentuais. O avanço, entretanto, não foi suficiente para reduzir a vantagem do candidato do PL na cidade.
Flávio foge para os Estados Unidos
Dois dias após a derrota eleitoral, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, acompanhado da família. A saída do senador repercutiu amplamente na imprensa brasileira e internacional, com diversos veículos utilizando o termo “foge” em suas manchetes.
Entre os jornais brasileiros que adotaram essa expressão estão Folha de S. Paulo, O Globo, Correio Braziliense, Zero Hora e Jornal do Commercio, de Pernambuco. O Estado de S. Paulo destacou que, após afirmar que não deixaria o país, Flávio viajou em segredo para os Estados Unidos.
A repercussão também chegou à imprensa estrangeira. O jornal espanhol El País publicou a manchete “Flávio Bolsonaro foge para os Estados Unidos após sua derrota eleitoral contra Lula”. Na França, o Le Figaro destacou a fuga do senador após a derrota eleitoral, enquanto o britânico The Guardian noticiou sua saída do Brasil depois do resultado presidencial.
A escolha do termo pelos veículos ocorreu em meio à repercussão de informações sobre uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. Segundo reportagens publicadas na ocasião, o prazo terminou sem que os documentos fossem entregues, e o senador deixou o país.
A viagem provocou questionamentos sobre as razões da saída e seus desdobramentos políticos e judiciais. Flávio havia afirmado que pretendia permanecer no Brasil para organizar a oposição ao governo de Lula. A saída ocorreu, portanto, em um momento de forte tensão política após a derrota nas urnas.
Novo mandato em cenário de polarização
A eleição confirmou a permanência da polarização política no país. Lula inicia um novo mandato com pouco mais da metade dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,21%, demonstrando a força eleitoral da oposição ligada ao bolsonarismo.
A repercussão da viagem de Flávio aos Estados Unidos e as manchetes que a classificaram como fuga acrescentaram novos elementos à disputa política após a votação. A vitória de Lula, por sua vez, foi confirmada oficialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Em Vargem Grande do Sul, o resultado mostrou uma escolha diferente daquela que prevaleceu nacionalmente. Enquanto Lula venceu no país, Flávio Bolsonaro manteve ampla vantagem no município nos dois turnos, com mais de 65% dos votos válidos na votação final.











