Estudantes de Vargem participam do Enem 2026

Foto: Agencia Brasil

Mais de 5 milhões de estudantes de todo país começam a prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo, dia 8. Esse processo é um dos mais importantes da vida de um estudante, pois o Enem serve para avaliar o desempenho escolar de cada um e funciona como a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil e em algumas instituições no exterior. Por isso, os candidatos se empenham tanto e dedicam tanto tempo se preparando para os dois dias de prova.
Entre esses milhões de brasileiros, estão centenas de vargengrandenses que sonham em acessar uma universidade. A Gazeta de Vargem Grande entrevistou três jovens que contaram suas expectativas para o exame e como estão se preparando para a maratona de provas, que neste domingo engloba 90 questões, além da redação.

Vitória

Vitória, 17 anos, quer cursar direito. Foto: Arquivo Pessoal

Vitória Zan Buosi, de 17 anos, aluna do terceiro ano do Anglo São João, fala sobre os desafios da prova, a importância da preparação e o sonho de cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP), a tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Para Vitória, o desafio vai além de dominar os conteúdos: exige atenção, interpretação e controle emocional.
Para ela, o Enem é uma prova que exige menos memorização de conteúdos e mais capacidade de interpretação, especialmente diante de textos extensos e questões que demandam atenção aos detalhes. Por isso, ela destaca que a preparação precisa envolver não apenas o estudo das matérias, mas também a resolução frequente de questões e a realização de provas de edições anteriores.
“Conhecer” a prova, segundo Vitória, é resultado de muito treinamento. Na reta final, ela considera importante priorizar a revisão dos conteúdos de maior dificuldade, resolver exercícios para reforçar o aprendizado e, principalmente, descansar.
A estudante aponta que o tempo de prova, de cinco horas e meia, está entre os aspectos mais desafiadores. Além da preocupação em conseguir responder a todas as questões, o nervosismo e a expectativa da família pode aumentar a pressão sobre os candidatos.
Apesar da ansiedade, Vitória reconhece a importância do Enem como porta de entrada para o ensino superior. A nota pode ser utilizada em processos seletivos de universidades públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e também em programas de acesso a instituições privadas, como o Programa Universidade para Todos (ProUni).
Para ela, o exame também representa uma oportunidade de se aproximar de um dos seus maiores objetivos, que é cursar direito na USP. A estudante explica que a instituição mantém uma modalidade de ingresso que utiliza as notas do Enem, conhecida como Enem-USP, permitindo que os candidatos concorram a vagas na universidade.
Vitória afirma que se sente preparada para o desafio, pois estudou ao longo de todo o ensino médio os conteúdos exigidos pelo exame. Ainda assim, admite que a expectativa pelo resultado e pelos próximos passos de sua trajetória acadêmica traz um misto de confiança e ansiedade.
Ao deixar uma mensagem aos candidatos, a estudante aconselha que se mantenham confiantes. “Confiem mais no próprio potencial e encarem a prova como uma grande aliada na construção do futuro”, aconselha Vitória.

Maria Clara

Maria Clara presta a prova neste ano como treineira. Foto: Arquivo Pessoal

Outra estudante que compartilha suas expectativas para o Enem é Maria Clara Idesti Rosseto, de 17 anos, aluna da Etec de Vargem. Participando pela 1ª vez do exame como treineira, ela encara a experiência como uma oportunidade de conhecer melhor a prova, identificar dificuldades e se aprimorar para os próximos anos.
Ela contou que tem dedicado boa parte do tempo aos estudos, especialmente nas áreas de Matemática e Ciências da Natureza, nas quais encontra maiores dificuldades. Mesmo sabendo que a nota deste ano não será utilizada para ingresso na universidade, ela afirma que leva o exame a sério e pretende aproveitar cada etapa como aprendizado.
Por ser sua 1ª participação, a estudante admite sentir ansiedade e nervosismo, principalmente diante da quantidade de questões e da necessidade de administrar o tempo. No entanto, considera que o maior desafio está na pressão emocional e na espera das notas. “Existe uma expectativa muito grande em relação ao resultado e, muitas vezes, temos medo de nos esforçar tanto e, mesmo assim, sentir que não foi o suficiente”, observa.
Apesar das dificuldades, Maria Clara acredita que está preparada para enfrentar essa primeira experiência e já tem uma profissão em mente, que espera alcançar por meio dos estudos. Para ela, o Enem representa uma oportunidade de abrir portas e construir novos caminhos para o futuro.
Aos demais candidatos, deixa uma mensagem de incentivo: manter a calma, confiar na própria dedicação e respeitar o ritmo de cada um. “Se você se dedicou, estudou e fez o seu melhor, isso já tem muito valor”, aconselha.

Helena

Helena busca uma vaga para engenharia mecânica. Fotos: Arquivo Pessoal

Helena Andrade Elídio da Silva, de 17 anos, aluna da Escola Dom Pedro II, também vai encarar a maratona de questões do Enem este ano. Ela conta que sua preparação começou ainda no 1º ano do ensino médio e destaca que a constância nos estudos é fundamental para alcançar um bom desempenho.
Entre as principais dificuldades enfrentadas ao longo dessa trajetória, Helena aponta a saúde mental e a ansiedade diante da responsabilidade que o exame representa para o futuro dos estudantes. Ela também encontrou desafios na interpretação de textos, especialmente nas provas de Linguagens e Matemática.
Na avaliação da estudante, o Enem é, acima de tudo, uma prova de resistência, que exige estratégia e bom gerenciamento do tempo. Por isso, considera importante começar pelas questões de maior facilidade, evitando que o cansaço comprometa o desempenho.
Nesta última semana de preparação, Helena priorizou a resolução de provas anteriores, buscando familiaridade com o formato das questões e identificando aquelas que podem ser resolvidas com mais facilidade. Para ela, esse período deve ser dedicado às revisões e ao descanso, sem a tentativa de aprender novos conteúdos.
Para o primeiro dia de prova, a maior expectativa está na redação, atividade à qual dedicou atenção especial durante o último ano. Apesar de se considerar preparada, reconhece que o nervosismo pode interferir no resultado.
A estudante pretende cursar Engenharia Mecânica e tem como principais objetivos a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade de São Paulo (USP). Também considera a possibilidade de ingressar em uma instituição particular, buscando uma bolsa ou desconto por meio do ProUni na Unifeob.
Ao aconselhar outros candidatos, Helena reforça a importância de manter a tranquilidade durante o exame, levar alimentos para os intervalos e, principalmente, confiar na própria preparação. Para ela, todo o esforço realizado ao longo dos anos de estudo deve ser valorizado na hora da prova.

O Enem
Nos dois domingos de provas, 8 e 15 de novembro, a abertura dos portões está marcada para às 12h, sempre no horário oficial de Brasília. O fechamento ocorrerá às 13h, quando ninguém mais poderá entrar no local de aplicação das prova, que terão início às 13h30.
Neste domingo, os candidatos inscritos terão cinco horas e 30 minutos para responder às questões, marcar o cartão-resposta e preencher a folha de redação. Os participantes farão as provas com 90 questões objetivas, sendo 45 de linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo língua portuguesa, literatura, educação física, artes e a língua estrangeira escolhida: inglês ou espanhol); e as demais 45 questões são de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia); além da prova de redação.
No segundo domingo, dia 15 de novembro, serão aplicadas as provas de matemática e suas tecnologias ciências da natureza (química, física e biologia) e suas tecnologias, com duração de cinco horas.

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