
O advogado Hugo Andrade Cossi é filho do ex-prefeito Huber Braz Cossi e da professora Anésia Andrade Cossi, criador da Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana e deu uma entrevista ao jornal sobre o evento que este ano está em sua 49ª edição. Hugo recorda muito pouco da época da criação da Romaria, em 1975, quando ele era criança ainda, com cerca de 6 anos de idade.
Mas, durante sua vida ouviu seu pai comentar muitas vezes sobre a Romaria, de como tudo aconteceu. Recorda seu pai contando que foi através de seu tio Calli Lobo, marido de dona Henedina Cossi, que ele tomou conhecimento em 1975, de uma romaria de cavaleiros que estava sendo realizada em Santo Antônio do Jardim e que Huber foi conhecer.

Indagado se não foi a Andradas que seu pai foi ver a romaria, Hugo disse que lembra do pai falando em Santo Antônio do Jardim e que teria sido em um mês de maio. Nas entrevistas que Huber Braz Cossi concedeu ao jornal, o ex-prefeito afirmava que tomou conhecimento da romaria em Andradas. Na verdade, hoje é comum as cavalgadas de Santo Antônio do Jardim a Andradas, pois as cidades são vizinhas.

“Ele vê a romaria e tem a ideia de fazer algo parecido em Vargem Grande do Sul para os festejos da padroeira da cidade, a Senhora Sant’Ana, que era em julho”, lembrou Hugo. Prossegue dizendo que em Vargem seu pai fala com o monsenhor Celestino C. Garcia, reúne os cavaleiros que ele conhecia na cidade e decidem fazer a romaria com sentido religioso.
“Fazem as reuniões e a romaria acaba acontecendo em um prazo bem apertado”, disse o advogado. Questionado se de fato a primeira romaria aconteceu em 1975, Hugo confirma junto ao seu irmão Humberto, que a Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana foi criada de fato em 1975, quando os cavaleiros saíram em procissão pela cidade levando o Cruzeiro até a Igreja de N. Sra. Aparecida. Disse que seu irmão tem uma pequena filmagem da primeira romaria de Vargem.

Hugo chegou a participar quando jovem de algumas romarias na cidade. Sobre a tradição do evento, afirmou que o sentido religioso que seu pai quis dar à Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana, deve ser preservado. Afirmou que nutre um sentimento de orgulho por seu pai ter iniciado a Romaria em Vargem e que ela se tornou uma das maiores da região.
Teceu também comentário sobre a necessidade de se restringir o uso de bebidas alcóolicas para quem participa do cortejo, uma vez que não é compatível misturar bebidas, atos religiosos e trato com animais. “Não é uma cavalgada. Tem sentido religioso, de oração, de pedir e receber bênçãos. Nossa festa é dedicada a Senhora Sant’Ana”, comentou.
O advogado ainda falou sobre maus-tratos de animais, alertando que o romeiro vendo que não tem condições de dar um bom trato e deixar seu animal em condições da fazer o trajeto, não deveria participar da Romaria, citando que é crime maltratar os animais.












