
A presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa destaca a participação ativa dos idosos, articulação com o poder público e necessidade de mais projetos adaptados à terceira idade.
Desde 11 de abril de 2025, Isabel Pedroso Schiavo está à frente do órgão do município. Ela coordena as ações que visam garantir os direitos da população idosa de Vargem, de forma consultiva, normativa e deliberativa junto ao poder público. À Gazeta, ela explicou o funcionamento do conselho, destacou políticas em andamento e abordou os desafios enfrentados.
Criado em 2010, o Conselho tem como função principal representar os interesses da população idosa, formulando diretrizes para a proteção e assistência aos idosos, além de incentivar projetos, pesquisas e medidas que valorizem essa parcela da sociedade. “Trabalhamos para que as políticas públicas alcancem de fato os idosos, sempre em articulação com o poder público e a sociedade civil”, afirmou.
Ele é composto por 12 membros, divididos igualmente entre representantes do poder público e da sociedade civil, incluindo membros de grupos da terceira idade e entidades. As reuniões ordinárias acontecem mensalmente, mas podem ser convocadas de forma extraordinária.
Entre suas ações estão o acompanhamento e orientação dos idosos quanto aos seus direitos e fiscalização das políticas e projetos que impactam essa faixa etária. Recentemente, o Conselho organizou a Conferência do Idoso, evento que contou com ampla participação da população e serviu como espaço para ouvir demandas e propor caminhos para a construção de políticas mais inclusivas. “Foi um momento de escuta muito importante para entender as necessidades reais dos idosos”, pontuou Isabel.
Sobre as políticas públicas voltadas ao público idoso, Isabel destacou que cada setor da administração municipal tem mantido projetos e ações específicos de suas áreas, respeitando o Estatuto da Pessoa Idosa, que assegura atendimento prioritário.
No entanto, ela reforça que ainda há desafios significativos, como o aumento das denúncias de violações de direitos e a necessidade de combater o isolamento e o ostracismo social entre os idosos. “Precisamos sensibilizar não só os idosos, mas também suas famílias, para garantir uma participação ativa na sociedade”, afirmou.
Quanto ao financiamento, o Conselho não possui verba própria e depende do Fundo Municipal do Idoso e da dotação orçamentária da prefeitura. Embora não administre os recursos diretamente, o Conselho fiscaliza e delibera sobre sua aplicação.
A participação direta dos idosos nas decisões do Conselho também é garantida, especialmente por meio da presença de representantes dos grupos da terceira idade entre os membros titulares. Um dos grupos mais ativos é o Grupo Idade Feliz, que reúne atualmente mais de 200 participantes. Para fazer parte do grupo, é necessário estar vinculado ao CCI e aderir formalmente às atividades, que são planejadas conforme a necessidade e, como o grupo está sediado no próprio CCI, há uma rotina constante de organização e comunicação entre os envolvidos.
Isabel esclarece que o CCI não oferece atendimentos clínicos, como fisioterapia ou psicologia, mas encaminha os casos à rede de saúde quando necessário. “Nosso foco no CCI é a convivência, a socialização e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários”, explicou.
Ao avaliar os principais desafios enfrentados pelos idosos em Vargem Grande, Isabel é direta: “O que estamos trabalhando no Conselho da Pessoa Idosa e que foi discutido na Conferência e no Selo da Longevidade, é que as políticas públicas criem mais projetos e programas adaptados para participação da pessoa idosa e que haja mais sensibilização tanto das pessoas idosas, quanto das famílias para essa participação. Evitar o isolamento, a depressão, o ostracismo que traz muitos outros problemas de saúde. Também estamos verificando o aumento de denúncias de violações de idosos e isso precisa ser trabalhado”, afirmou.











