Maria Luiza Scacabarozi Bernardes, 22 anos, aluna do 5º ano de Medicina da PUC Minas, em Poços de Caldas, contou sobre sua trajetória e visão da profissão. Ela disse: “Sempre acreditei no poder de uma escuta atenta, de um gesto de empatia e do conhecimento usado para aliviar a dor e transformar vidas”, disse.
Para Maria Luiza, ser médica é unir cuidado e humanidade. Em um mundo de relações aceleradas, ela acredita que “o médico se torna figura central na promoção do cuidado. É alguém que escuta, acolhe e se faz presente nos momentos mais difíceis”, defendendo que o profissional deve “unir ciência e sensibilidade para transformar realidades”, avaliou.
A universitária, no entanto, reconhece que o caminho não é fácil. “Acho que um dos maiores desafios é equilibrar o aprendizado técnico com o lado humano. Muitas vezes, a gente está longe da família, perde datas importantes… e isso pesa. A pressão é grande e, às vezes, vem junto com a sensação de solidão”, ponderou.
Sobre a escolha de sua área de atuação, Maria Luiza afirmou que tem interesse em Medicina Intensiva e Urgência. “Gosto de estar próximo de pessoas com diferentes histórias e necessidades. Sinto que me realizo em contextos críticos, em que a dedicação faz uma diferença imediata na vida do paciente”, disse. Nesse contexto, ela ressaltou a importância da formação e dos estágios. “É nos estágios que aprendemos a lidar com situações reais e a desenvolver habilidades que não se encontram nos livros”, afirmou.
Entre os valores essenciais da profissão, ela cita a “honestidade, respeito, responsabilidade, empatia e humildade”, ressaltando que “a humildade é indispensável, pois nos mantém abertos a aprender constantemente e a reconhecer nossos limites”, comentou.
Com o Dia do Médico, ela vê a data como “um momento para refletir sobre a importância da profissão e sobre o impacto que cada médico pode ter na vida dos pacientes”, disse. Maria Luiza defende ainda uma saúde “mais humana, acessível e estruturada”, onde “a humanização e a empatia devem estar presentes em todos os níveis de atendimento”.
Maria Luiza encerra com uma mensagem de reconhecimento aos profissionais da área. “A todos que já exercem a medicina, meu reconhecimento por manterem viva a essência do cuidado. Para quem sonha trilhar esse caminho, eu diria que é uma jornada intensa, mas profundamente gratificante. Que nunca falte empatia, coragem e o desejo genuíno de fazer a diferença”, finalizou.












