Editorial: Impacto político

O vereador Felipe Gadiani foi um dos que assinaram pela criação da CEI

Como diz o ditado entre os políticos, “você sempre sabe como começa uma CEI, mas nunca sabe como ela termina”. Ao propor uma Comissão Especial de Inquérito, além da sua necessária investigação por fato determinado, há sempre o envolvimento político em questão. A CEI atinge a administração do ex-prefeito Amarildo Duzi Moraes e também resvala politicamente na administração do atual prefeito Celso Ribeiro.
Forjada ao que tudo indica pelo protagonismo dos vereadores de oposição à atual administração, Gustavo Bueno, Felipe Gadiani e Vanessa Martins, a criação da CEI contou também com a participação dos dois vereadores da situação, Serginho da Farmácia e Paulinho da Prefeitura, que foram eleitos na base de sustentação da atual administração.
Certamente que os vereadores estão corretos no cumprimento de seus deveres constitucionais, ou seja, o de fiscalizar os gastos com o dinheiro público, mas sempre há os motivos políticos e eles estão presentes em todas as ações que envolvem os membros dos poderes Legislativo e Executivo, com desfechos políticos que vão além dos resultados obtidos pela CEI.
É notória a capacidade de articulação e liderança do vereador Gustavo Bueno na oposição e a CEI deverá mirar também os financiamentos realizados na administração do ex-prefeito Amarildo para investimentos no setor de água e na construção e recapeamento de asfalto na sua gestão. Não à toa, dentre os questionamentos que constam do requerimento propondo a CEI, estão os recursos recebidos via convênios estaduais ou federais para obras de saneamento foram corretamente aplicados; se as licitações para compra de materiais hidráulicos e equipamentos cumpriram as normas legais e o valor gasto em obras e serviços emergenciais nos últimos 24 meses.
Agora é aguardar o presidente da Câmara Maicon Canato para ver se ele coloca em pauta o Requerimento dos vereadores, uma vez que pediu à assessoria jurídica da Câmara que faça todos os levantamentos jurídicos necessários para tomar a sua decisão. Visa acima de tudo, que a CEI não tenha problemas no futuro, pois ela precisa ser bem estruturada, principalmente no quesito fato determinado, conforme consta no Requerimento Interno do Legislativo, quesito que estaria um tanto fragilizado para quem teve acesso ao mesmo e poderia ser questionado juridicamente pelo Poder Executivo ou as partes interessadas.
Se aprovada, a CEI deve tomar parte dos trabalhos legislativos para o ano que vem, quando de fato começará a funcionar a partir de fevereiro de 2026. Um ano agitado, com eleições para presidente, governador, deputados estaduais, federais e senadores.

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