Presépios das igrejas mostram uma espera que educa a fé

O presépio vazio é a esperança da promessa de Deus que se cumprirá. Foto: Reportagem

No silêncio do presépio ainda incompleto, montados nas várias igrejas de Vargem Grande do Sul, está uma de suas mais profundas catequeses. A ausência da imagem do Menino Jesus não é um vazio; é, antes, um convite à espera, à esperança e à preparação interior. Cada figura disposta, Maria, José, os pastores, os animais, aponta para um acontecimento que ainda está por vir, lembrando aos fiéis vargengrandenses que o Natal não é apenas uma data no calendário, mas um mistério que se acolhe com o coração vigilante.


O presépio criado por São Francisco de Assis, é mais do que uma tradição visual. Ele é um anúncio concreto da fé cristã, capaz de comunicar, sem palavras, a simplicidade com que Deus escolheu entrar na história humana. Ao manter o espaço do Menino ainda vazio, a Igreja ensina que o Advento é tempo de expectativa ativa, de conversão e de abertura à graça. Assim como Belém aguardou o nascimento de Cristo, também hoje cada lar e cada comunidade são chamados a preparar um lugar digno para sua chegada.


Para a Igreja Católica, o presépio tem uma força pedagógica única. Ele atravessa gerações, alcança crianças e adultos, e transforma espaços comuns em lugares de contemplação. A ausência momentânea de Jesus no cenário recorda que a fé não se resume ao que já se vê, mas também ao que se espera com confiança. É um sinal de que Deus vem, mas deseja ser acolhido livremente.


Quando, enfim, a imagem do Menino Jesus é colocada na manjedoura, o gesto carrega um significado profundo: celebra-se não apenas um nascimento histórico, mas a renovação da esperança cristã. Até lá, o presépio incompleto fala alto. Ele proclama que a Igreja permanece em vigília, com os olhos voltados para a promessa que se cumpre, ano após ano, no mistério do Natal.

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