Exportações crescem 27,5% e apresentam superávit na região

As exportações da região de São João da Boa Vista somaram US$ 694,7 milhões entre janeiro e novembro de 2025, um crescimento de 27,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No sentido oposto, as importações totalizaram US$ 160,7 milhões, registrando queda de 5,6%. Com isso, o superavit da balança comercial da região atingiu US$ 534 milhões, um avanço de 42,5% em relação a 2024.
Nesse cenário, Vargem Grande do Sul exportou US$ 823 mil nos nove primeiros meses do ano. Os principais destinos foram Argentina, Paraguai, Estados Unidos e Bolívia. Entre os produtos enviados, o café, que configura no quesito “Café, chá, mate e especiarias”, está ao lado de maquinários, presentes no quesito “reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos”, lideram as exportações do município. No entanto, as importações representam valores muito superiores às exportações na cidade, um total de R$ 7,4 milhões, evidenciando um deficit nesse sentido, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Governo Federal.

Desempenho regional
O desempenho positivo na região foi puxado principalmente pelo quesito café, chá, mate e especiarias, que responderam por 72,3% das exportações. Também se destacaram os embarques de animais vivos (6,6%) e de produtos químicos inorgânicos (4%). Do lado das importações, os principais itens foram máquinas e equipamentos mecânicos (30,2%), leite e laticínios; ovos de aves (21%) e máquinas e materiais elétricos (13,5%).
A Alemanha liderou como principal destino das exportações regionais, concentrando 22% do total, seguida por Itália (10,5%) e Estados Unidos (8,9%). Já as importações tiveram origem principalmente na China (32%), Estados Unidos (18,5%) e Argentina (9,4%).
Segundo o vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, Adriano Alvarez, o resultado reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. “A região vem se beneficiando da forte demanda internacional, especialmente pelo café, que representa mais de 70% das exportações, além da competitividade produtiva do Brasil e de condições logísticas favoráveis”, avalia.
Ele destaca ainda que o cenário externo contribuiu para o desempenho recente, com recuos em barreiras comerciais e sobretaxas sobre produtos brasileiros, o que ajudou a impulsionar os negócios no último trimestre do ano. “Esse ambiente favoreceu as exportações e ajudou a sustentar o crescimento da balança regional”, resume.
Para Alvarez, o conjunto de atividades produtivas da região, que inclui café, agroindústria, químicos e outros segmentos, reforça o protagonismo de São João da Boa Vista no comércio exterior paulista. “É uma somatória de competências que mantém a região preparada, capitalizada e com potencial para ampliar ainda mais sua presença no mercado internacional”, conclui.
O relatório do Ciesp, baseado nos dados do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex/Fiesp), considera todos os municípios que integram a Diretoria Regional de São João da Boa Vista: Aguaí, Águas da Prata, Cajuru, Caconde, Casa Branca, Cássia dos Coqueiros, Divinolândia, Espírito Santo do Pinhal, Itobi, Mococa, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa de Viterbo, Santo Antônio do Jardim, São Sebastião da Grama, São José do Rio Pardo, São João da Boa Vista, Tambaú, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul.

Exportações por município
São José do Rio Pardo segue na liderança regional de exportações, com US$ 268 milhões, registrando superavit comercial de US$ 255,6. Alemanha, Itália, Estados Unidos, Japão e Países Baixos (Holanda) foram os principais destinos dos produtos da cidade que são, sobretudo, café, chá, mate e especiarias.
Em seguida vem Espírito Santo do Pinhal, que exportou US$ 234,7 milhões em 2025 e importou US$ 23,4 milhões, resultando em um superavit de US$ 211,3 milhões. No município também se sobressaem os mesmos produtos, especialmente o café, que é levado para Alemanha, Itália, Argentina, Rússia, Estados Unidos, Espanha e Bélgica.
São João da Boa Vista também exportou café, chá, mate e especiarias (46,2%), além de produtos químicos inorgânicos, compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos e/ou das terras raras (38,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,7%). Considerando o volume total de exportações, a cidade vendeu US$ 73,2 milhões, sobretudo para Estados Unidos, Alemanha, Itália, Argentina, México e Bélgica. Já as importações foram de US$ 16,6 milhões, o que significa um superavit comercial de US$ 56,6 milhões.
Santa Cruz das Palmeiras vem na sequência, com US$ 45,7 milhões exportados e US$ 27,4 milhões importados, o que resultou em superavit comercial de US$ 18,3 milhões. A cidade exporta animais vivos para Colômbia, Argentina, Peru, Venezuela e Chile.
Mococa ocupa o quinto lugar no ranking regional, com US$ 18 milhões em produtos exportados e US$ 8,7 milhões de importações, registrando um superavit de US$ 9,3 milhões. Os produtos mais exportados foram café, chá, mate e especiarias (27,8%), preparações à base de cereais, farinhas e amidos (26%) e seguidos por leite e laticínios; ovos de aves (22,2%). Chile, Venezuela, Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Alemanha foram os principais compradores.
Santa Rosa de Viterbo vem na sequência, com US$ 12,8 milhões de produtos vendidos para o exterior, especialmente para Argentina, Uruguai, México, África do Sul e Vietnã. Produtos químicos orgânicos ocupam a liderança de produtos exportados (93%).
Casa Branca registrou US$ 7,7 milhões em exportações de janeiro a novembro deste ano, para Países Baixos (Holanda), Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Suécia, China e Canadá. O chamariz da cidade é composto por plantas vivas e produtos de floricultura (48%), borracha e derivados (33,8%) e reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (11,7%).
Aguaí já exportou US$ 3,3 milhões neste ano. O forte da cidade está na lista de móveis, mobiliário médico-cirúrgico, colchões, almofadas e semelhantes, bem como aparelhos de iluminação, anúncios, cartazes ou tabuletas e placas indicadoras luminosos (51,5%), seguido por frutas, cascas de frutos cítricos e de melões (18,2%). Os destinos são Chile, Turquia, França, Espanha, Colômbia, México, Portugal e Estados Unidos.
Por fim, Vargem Grande do Sul exportou US$ 800 mil nos nove primeiros meses do ano, para Argentina, Paraguai, Estados Unidos e Bolívia. Café, chá, mate e especiarias dividem a lista de produtos exportados com reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos.

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