Reciclagem eletrônica ganha espaço com descarte correto em Vargem Grande

Marco começou ação de coleta e destinação na pandemia

Morador realiza coleta, desmontagem e encaminhamento de materiais para usina especializada

Fotos: Arquivo Pessoal

Ele desmonta, separa e encaminha os equipamentos que recebe

O descarte correto de resíduos eletrônicos é uma das formas de reduzir impactos ambientais e riscos à saúde pública. Equipamentos como micro-ondas, televisores, computadores e celulares possuem componentes que, quando descartados de maneira inadequada, podem contaminar o solo, a água e representar perigo para a população. Por isso, a destinação em locais apropriados é fundamental para evitar danos ambientais e exposição a substâncias nocivas.
Dados do Monitor Global de Resíduos Eletrônicos, das Nações Unidas, mostram que o Brasil é o maior produtor de resíduos da América do Sul e está entre os cinco primeiros do mundo. O país gera 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, mas só 3,3% desse total foram coletados e reciclados formalmente.
Algumas ações ajudam a reduzir a geração deste tipo de lixo, como a logística reversa, onde as empresas fabricantes de eletrônicos buscam fazer a coleta e receber esses descartes, por exemplo. Mas em Vargem Grande do Sul, além de alguns pontos que recebem esses itens, a reciclagem fica por conta de ações voluntárias.
Em entrevista à Gazeta de Vargem Grande, Marco Paulo Blascke Piovezan relatou que iniciou seu projeto junto à comunidade vargengrandense com a destinação correta de sucata eletrônica durante a pandemia. Segundo ele, a motivação surgiu da preocupação com o descarte irregular de materiais considerados perigosos. “Eu sempre discordei de ver esses materiais sendo descartados de forma incorreta. Muitos equipamentos têm componentes nocivos que precisam de cuidado específico”, afirmou.
Marco explica que diversos aparelhos possuem substâncias prejudiciais à saúde. Ele cita como exemplo o micro-ondas, que contém, em uma de suas peças internas, berílio, substância que, se liberada e inalada após quebra do componente, pode causar beriliose e até câncer de pulmão. Assim como esse caso, outros eletrônicos também exigem manejo adequado.
De acordo com ele, todo o material coletado é desmontado manualmente, separado de forma minuciosa e encaminhado a uma parceria em outra cidade. Posteriormente, os resíduos seguem para uma usina especializada em descarte e reciclagem eletrônica localizada em Ribeirão Preto, onde recebem a destinação correta.
Marco relata ainda que, após enfrentar problemas de saúde que dificultaram o exercício de atividades fixas e contínuas, passou a se dedicar à reciclagem também como forma de ocupar o tempo. “Além de contribuir com o meio ambiente, esse trabalho também se tornou uma forma de terapia ocupacional para mim”, declarou.
Além da desmontagem e separação, ele realiza o recolhimento de eletrônicos. Os moradores podem levar os materiais até ele ou solicitar a retirada, quando há disponibilidade para buscar no local.
O contato para agendamento de coleta é pelo telefone (19) 99266-9755, com o próprio Marco.

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