Em um cenário que mistura alívio e preocupação, Vargem Grande do Sul se vê diante de um desafio que não é novo, mas que exige atenção constante: a circulação de doenças como dengue e Covid-19. Ainda que os números não mostrem uma situação fora do controle, é necessário manter o sinal de alerta. Outro mal que também preocupa é o sarampo. Felizmente, Vargem não tem nenhum caso registrado da doença, mas um diagnóstico positivo recente na Capital deixou os demais municípios em estado de atenção com relação ao sarampo.
Dados da prefeitura divulgados nesta edição da Gazeta mostram que Vargem registrou seis casos de dengue e 15 de Covid-19 em 2026, além de nenhuma confirmação de sarampo até o momento. À primeira vista, os números podem parecer baixos. Mas é justamente esse o ponto: doenças de alto contágio não precisam de grandes volumes iniciais para se espalhar rapidamente.
Dengue, sarampo e Covid-19 têm características distintas, mas têm facilidade de transmissão e o potencial de agravamento, sobretudo entre os mais vulneráveis. No caso do sarampo, por exemplo, basta o contato próximo com uma pessoa infectada para que o vírus se espalhe e a queda na cobertura da segunda dose da vacina no município é um indicativo preocupante em si.
A dengue, por sua vez, depende de um vetor que é um velho conhecido: o mosquito Aedes aegypti. Ainda assim, a persistência de criadouros em residências e espaços urbanos mostra que o enfrentamento da doença passa, inevitavelmente, pelo comportamento da população. Já a Covid-19, mesmo em um cenário muito mais controlado, continua circulando, com novas variantes e risco de reinfecção.
Apesar da gravidade potencial dessas doenças, as formas de prevenção são, em grande parte, simples e acessíveis. Manter a vacinação em dia, eliminar água parada, higienizar as mãos, usar máscara em situações indicadas e respeitar períodos de isolamento são medidas conhecidas e, ainda assim, muitas vezes negligenciadas.
Outro ponto fundamental é que todas essas doenças contam com vacinas disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde. No caso da dengue, a imunização já contempla crianças e adolescentes; para o sarampo, o esquema vacinal é consolidado há anos; e, para a Covid-19, as doses seguem disponíveis para diferentes faixas etárias e grupos prioritários. Ou seja, há proteção ao alcance de todos.
O município tem feito sua parte, com ações de prevenção, mutirões, capacitação de equipes e oferta de vacinação. Mas é preciso que a população colabore. Ignorar sinais iniciais, relaxar nos cuidados ou deixar de completar esquemas vacinais pode custar caro. A história recente já mostrou como doenças aparentemente controladas podem voltar com força quando a prevenção é deixada de lado.












