A reportagem do jornal Gazeta de Vargem Grande procurou o presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI), vereador Gustavo Bueno (PL), para saber como está o andamento das investigações. A CEI foi instalada oficialmente no dia 3 de fevereiro na Câmara Municipal de Vargem Grande do Sul, visando apurar possíveis irregularidades na gestão e na operação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE).
A CEI abrange a administração do ex-prefeito Amarildo Duzi Moraes (MDB), quando era superintendente Celso Bruno e adentrará também na administração do atual prefeito Celso Ribeiro (Republicanos). A CEI é presidida pelo vereador Gustavo Henrique Bueno (PL), tendo como relator Felipe Augusto Gadiani (PSD) e como membro Paulo César da Costa, o conhecido Paulinho da Prefeitura, do Podemos. O prazo inicial para a conclusão dos trabalhos é de 90 dias, podendo ser prorrogado por igual período, conforme prevê o Regimento Interno da Câmara.
Segundo informou o vereador Gustavo Bueno, desde a primeira reunião, em fevereiro, a Comissão tem trabalhado de forma silenciosa, técnica e ininterrupta. “Finalizamos agora a nossa primeira grande fase, que consistiu na requisição e análise de um vasto volume de documentos junto à Prefeitura e ao SAE, divididos em sete etapas. Analisamos contratos, projetos, diários, anotações de responsabilidade técnica (ARTs), medições e relatórios do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo”, disse o presidente da CEI.
Para o vereador do PL, o cruzamento meticuloso desses dados revelou um cenário que exige respostas urgentes. “Encontramos fortes indícios de um grave descompasso entre o que foi atestado e pago no papel e o que foi efetivamente executado na realidade física das obras. Essas inconsistências abrangem desde a concepção estrutural e instalação dos novos reservatórios, até a execução das redes subterrâneas, além de sérios reflexos e apontamentos na contabilidade da autarquia nos últimos anos”, comentou junto ao jornal.
Fase das oitivas
Segundo apurou a reportagem do jornal, a partir desta segunda-feira, dia 30, os membros da CEI vão convocar para serem ouvidas, várias pessoas envolvidas nas obras realizadas nos últimos anos pelo SAE e também as testemunhas. “Diante da gravidade e da clareza das provas documentais que já temos em mãos, a CEI realizou sua sexta reunião no dia 19 de março e tomou uma decisão estratégica unânime. Antes de avançarmos para a contratação de uma perícia técnica externa (Engenharia e Contabilidade) para calcular matematicamente o prejuízo aos cofres públicos, daremos início imediato à fase de oitivas”, afirmou Gustavo Bueno.
Explicou o presidente que o próximo passo será convocar os ex-gestores, ordenadores de despesa e fiscais envolvidos para que fiquem frente a frente com os papéis que assinaram. “Eles terão a oportunidade e o dever de explicar à população e a esta Comissão as graves falhas e as tomadas de decisão que colocaram em risco tanto o dinheiro público quanto a eficiência do abastecimento de água da nossa cidade”, disse o vereador que preside a CEI do SAE.












