Além da idealizadora, a Campanha do Amor é sustentada por histórias pessoais de mulheres que encontraram no artesanato uma forma de ajudar o próximo. A Gazeta de Vargem Grande ouviu cinco artesãs que integram o grupo e que compartilham trajetórias marcadas por aprendizado, dedicação e solidariedade. Ângela Maria conta que o interesse pelo artesanato surgiu ainda na infância, ao observar a mãe fazendo crochê. Mais tarde, aprendeu tricô com a tia, Célia Carda, a quem faz questão de homenagear. “Sempre fiz para casa, para minhas filhas, mas quando descobri o projeto da Alzira me interessei em ajudar. É muito gratificante e aquece demais o coração”, afirmou. Ela também faz um apelo à comunidade: “Se puderem nos ajudar com lã, será muito útil”, pediu.

Maria Aparecida da Silva Cassiano, conhecida como Cidinha, de 65 anos, relembra que aprendeu tricô em projetos educacionais. “Aprendi um pouco com a professora Sirlei, em um projeto nas escolas, e depois continuei em um projeto da Prefeitura, perto do PPA. Até hoje sigo aprendendo e fazendo”, disse a aposentada, que mantém a prática como forma de contribuir.

Arlete Pires Bertoloto, de 61 anos, também aposentada e atualmente motorista de aplicativo, destaca a experiência profissional como motivação. “Trabalhei no hospital de Divinolândia e conheço bem os pacientes do solar, que não deambulam [caminham]. Faço cachecóis com gosto porque sei que eles ficam na cama ou cadeira de rodas e precisam desse conforto térmico”, relatou. Para ela, participar da campanha é motivo de alegria. “Esse projeto é maravilhoso e me traz gratidão. Espero continuar por muitos anos”, disse.

Já Rogéria Campos, de 54 anos, afirma que o contato com o artesanato começou ainda na infância, ao lado da mãe. Com o tempo, passou a se dedicar também ao bordado e ao tricô. “Sempre quis participar de um grupo como esse. Antes fazia só para casa, agora posso ajudar outras pessoas. Estou muito feliz de participar e enquanto puder estarei junto”, afirmou, ressaltando o desejo de que mais voluntários se unam à causa.

Elisabete Martins, de 64 anos, é uma das integrantes mais recentes. Convidada por Alzira, ela destaca a satisfação em contribuir. “A cada trabalho pronto fico muito feliz, pois sei que alguém vai usar. Gosto de fazer gorros e quero agradecer por fazer parte desse projeto que pensa no próximo com tanto carinho”, declarou.

Ao final, Alzira resume o espírito da iniciativa. “Somos mães e avós que dedicamos um pouco do nosso tempo para aquecer o corpo e a alma de outras mães e avós, esquecidas em casas de repouso, hospitais ou até em situação de rua”, afirmou.
Quem quiser contribuir com doações de lã ou participar do projeto pode entrar em contato pelo WhatsApp (19) 99173-0048.












