
O curta-metragem documental Replikka, que tem a vargengrandense Fernanda Ligabue como codiretora de fotografia, segue acumulando reconhecimento internacional. No último sábado, dia 2, o filme foi premiado com o troféu de Melhor Curta-Metragem Documental Internacional no Hot Docs, o maior festival de documentários do Canadá, realizado em Toronto.
A vitória no Hot Docs tem um peso especial: por ser um festival qualificador da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o prêmio garante ao Replikka elegibilidade direta para concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem Documental, sem necessidade de cumprir o requisito padrão de exibição em circuito comercial. O júri destacou a cinematografia do filme e sua urgência ao denunciar o apagamento da memória indígena.
Antes de Toronto, o documentário já havia sido selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara (FICG), um dos mais importantes da América Latina, realizado entre 17 e 25 de abril no México. Na categoria de Cortometraje Iberoamericano, Replikka recebeu a Menção Honrosa da edição 41 do festival.
Os novos prêmios se somam aos dois Candangos conquistados em outubro de 2024 no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Melhor Edição de Som e Melhor Direção na categoria Curta-Metragem, quando o filme estreou em circuito de festivais. Replikka narra a destruição e a recriação da gruta sagrada de Kamukuwaká, patrimônio histórico dos povos indígenas do Xingu, e foi dirigido por Piratá Waurá e Heloisa Passos em colaboração com jovens comunicadores indígenas.
A vargengrandense Fer Ligabue, que atua há quase 15 anos na área socioambiental e de direitos indígenas, integrou a equipe como codiretora de fotografia a convite da diretora Heloisa Passos. Para ela, as premiações têm um significado especial: representam um impulso para o cinema indígena e para a preservação da cultura e da memória dos povos originários do Xingu.
Fotos: Divulgação












