Cavaleiros ausentes, mas eternamente presentes na Romaria

Zé do Olinto protagonizou o cartaz da terceira Romaria

Ao celebrar os 50 anos da Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana, é impossível não lembrar daqueles que já partiram, mas ajudaram a construir essa história. São homens e mulheres que dedicaram tempo, trabalho e devoção para fortalecer uma tradição que hoje faz parte da identidade de Vargem Grande do Sul.
Muitos deles participaram das primeiras romarias, integraram comissões organizadoras, lideraram comitivas, conduziram estandartes, incentivaram novos romeiros e fizeram da cavalgada uma verdadeira manifestação de fé em homenagem a Sant’Ana. Embora não estejam mais entre nós, permanecem vivos na memória de familiares, amigos e de todos que acompanham a romaria.
O cronista Adolfo Mazzarini, também ele já falecido e que por muitos anos contribuiu com a Gazeta de Vargem Grande, nas edições da Romaria falava sempre dos cavaleiros e amazonas que tinham partido. Na edição do dia 27 de julho de 2007, assim escreveu: “Quando passar diante dos nossos olhos a Romaria, sentiremos a grande dor da saudade dos Cavaleiros de Sant´Ana que partiram para a eternidade. Passa a citar então Ditão Ranzani, Tião Capitão, Chiquinho Ligabue, Adolfo Pasquini, Nestor Bolonha, Arthur Bolonha, Milica, José Domingos dos Santos Neto, João Pessoa da Silva, Olinto Buzzato, Zé do Olinto, Toninho Pasquini, José Matias, Salim, Mateus, João Matias, Euclides Ribeiro, Donizetti, Mauro Rodrigues, João Bovo Marçal, Cidão Benaglia, Olímpio Cassiano, Tilico.

Fotos: Arquivo Gazeta

Na edição de 2024, a Gazeta fez uma justa homenagem aos que se foram, com uma página contendo a foto de muitos romeiros e romeiras que partiram. Dentre elas, estavam Jandira, Beatriz Francisco Cossi, Dôra Avanzi, Célia Ranzani Avanzi, Jack Ronc, padre Celestino, D. David, mons. Décio, Neto Mazzarini, os cronistas da Gazeta Adolfo Mazzarini, Gregório Pasquini, Benedito Bedin, dona Lygia de Freitas.
Também marcaram a Romaria Milton Gambaroto, João do Banespa, Vô Vicente, Clemente Fermoseli, Lazinho Pasquini, João Maurício de Andrade, Gervário Rota, dr. Ranzani, José Luís Avanzi (Goiaba), Sebastião de Abreu Ribeiro (Tupã), Carlitão, Jandira, dentre outros.
São nomes que representam uma geração de cavaleiros que ajudou a consolidar a romaria e a transmitir seus valores às novas gerações. Cada um, à sua maneira, deixou uma contribuição que ultrapassou o tempo e passou a fazer parte da história da cidade.
A maior homenagem que a Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana pode prestar a esses pioneiros é manter viva a tradição que eles ajudaram a construir. Em cada cavalo encilhado, em cada estandarte conduzido com respeito, em cada família que participa da cavalgada, permanece um pouco do legado desses romeiros.
Porque uma romaria de 50 anos não é feita apenas pelos que hoje desfilam pelas ruas de Vargem Grande do Sul. Ela também é sustentada pela memória daqueles que abriram caminho, preservaram a fé e transformaram uma simples cavalgada em um dos maiores símbolos religiosos e culturais do município.

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