O idoso precisa recuperar o direito de caminhar com segurança

O professor doutor e escritor José Alberto Aguilar Cortez

José Alberto Aguilar Cortez

A comemoração, do Dia do Idoso, celebrado nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, representa oportunidade para refletirmos a respeito do nosso futuro e de soluções para problemas sociais que estamos começando a conhecer. Se antes, o Brasil era o país dos jovens e a perspectiva de longevidade remota, hoje a população de idosos é crescente e só preocupa as autoridades porque representa mais custos para a nação.
Exceção feita à algumas comunidades de bairros, ao Serviço Social do Comércio e da Indústria, e algumas outras entidades representativas, que oferecem algumas atividades para ocupar o tempo angustiante de ociosidade do aposentado, não vemos programas que resgatem a dignidade do idoso.
Se, por um lado, a medicina desenvolveu técnicas fantásticas de diagnóstico precoce de doenças e remédios extraordinários, que curam e prolongam a vida, por outro inviabiliza o alcance destas conquistas com preços que consomem as reservas de alguns e que são inacessíveis para a maioria.
E nós, que incentivamos tanto a atividade física na terceira idade, constatamos que poucos conseguem o apoio financeiro e emocional dos familiares, para poderem frequentar programas de condicionamento físico e a oportunidade de convívio social.
Falamos tanto, sobre a importância da caminhada para atenuar os efeitos do envelhecimento, mas obrigamos os mais velhos a transformarem, casas e apartamentos, em verdadeiras celas, condenando corpo e alma à solidão e ao esquecimento.
O idoso, tem medo de passear, de sair e visitar um amigo e de dirigir automóveis porque é um dos alvos preferidos dos assaltantes. A única mensagem de otimismo, que pode amenizar nossa indignação com tanta falta de sensibilidade da sociedade, fica por conta da carta que recebi, de uma senhora de 83 anos, que dizia:” adoro caminhar, todos dias faço alongamentos na minha cama ou deitada no tapete. Há alguns anos tinha fortes dores nas costas e no pescoço, hoje não tenho mais este problema. Chego a andar até duas horas por dia. Só não saio quando o tempo está muito ruim”.
Esperamos, que só o mau tempo possa continuar impedindo esta caminhada e, que está alegria de viver contagie nossos leitores e, ajude a somar vozes, contra todo tipo de violência, para os idosos reconquistarem o direito de caminhar livremente com segurança.

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