Comercializando um milhão de litros de leite por mês

André tem investido no transporte de leite e na compra e venda de gado. Na foto, o produtor com seu filho. Foto: Arquivo Pessoal

André Tiago Prudente, 40 anos, começou a trabalhar com leite ainda menino, quando morava no Jardim Morumbi. Seu pai, o saudoso Vicente Prudente, tinha três vacas e ele ia vender o leite de casa em casa. O tempo foi passando, André foi ampliando suas atividades, comprou mais animais, passou a entregar leite de motocicleta. Em 2007, conta que o produtor Paulo Inácio ensacava e vendia leite e ele adquiriu a máquina e a linha de Vargem onde Paulo comprava o produto, depois que desistiu do negócio.
Hoje, depois de passar por vários percalços na atividade e superar momentos difíceis, André compra leite dos produtores de Vargem, região e cidades distantes como Piracicaba, além de produtores do Sul de Minas, chegando a cerca de um milhão de litros por mês e os revende para laticínios, fábricas de doce e de queijo localizadas no estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Sul de Minas e Paraná.


Na entrevista que concedeu ao jornal Gazeta de Vargem Grande para falar sobre a atividade leiteira, André disse que criou a marca Leite Puro da Fazenda e por cerca de 15 anos comercializou leite de saquinho nos supermercados e padarias de Vargem, São João e Aguaí. Paralelamente, foi ampliando a linha de produtores, comprando cada vez mais leite e os comercializando. Sua frota de caminhões térmicos hoje é de oito veículos e emprega nesta tarefa 16 funcionários, que trabalham diuturnamente, com os caminhões fazendo a rota nas fazendas durante o dia e à noite, as entregas nos laticínios.


Explicou que o leite chega refrigerado a sete graus célsius e é rebaixado para um grau célsius, sendo então entregues pelos caminhões térmicos. Ele é o maior comprador de leite dos produtores de Vargem, sendo também o maior fornecedor do Laticínio Quatá, cuja unidade fica em Bom Jesus dos Perdões (SP). Atualmente, comercializa leite a granel, sistema spot, caminhão fechado.


Também é produtor de leite, no sítio que arrenda da família Maziero onde tem cerca de 150 vacas girolandas ¾, tirando uma média de 1.000 litros de leite por dia. Outra atividade de André é a compra e venda de vacas leiteiras, chegando a comercializar cerca de 100 animais por mês, através de leilões de gado virtual, com a Elite Leilão Virtual do vargengrandense Bruno Ribeiro e também a Dú Leilão, de São João da Boa Vista. Ao todo, o empresário emprega 25 funcionários em suas atividades.
Indagado sobre o atual preço do leite, disse que varia entre R$ 3,00 a R$ 3,50 pagos ao produtor. “Hoje está bom para o produtor e para os laticínios. Mas, o setor é instável. Como muita gente desistiu da atividade, abateram muitas vacas produtoras, há falta de leite no mercado e consequentemente os preços estão altos”, explicou.


André acredita que o preço deve baixar um pouco, mas se manter elevado, com bons resultados para os produtores que estão no momento investindo na melhoria da produção, comprando mais vacas, aumentando o rebanho. Ele acha difícil uma volta ao que a bacia leiteira foi no passado. Afirmou que mais de 20 retiros foram fechados, que grandes investimentos foram feitos e perdidos, com muitos prejuízos aos produtores. “Hoje uma vaca sadia, produzindo bem, custa em torno de R$ 10 mil”, afirmou.

Alguns dos caminhões da frota da empresa, que conta com oito caminhões térmicos

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