
A psicóloga clínica e psicopedagoga institucional Daiane Passoni, de 29 anos, concilia diariamente a vida profissional, pessoal e emocional, uma vez que está em um relacionamento há 13 anos.

Como mulher, ela disse que vê que as necessidades nos dias atuais mudaram muito em relação a alguns anos. “Passamos a buscar mais autonomia e autenticidade fazendo parte de uma sociedade que caminha junto com os demais, fazendo escolhas e tomando decisões”, disse.

“Ainda que hoje tenhamos alcançado muitos lugares diferentes no meio social, seguimos lutando contra imposições sobre os lugares que ainda dizem que devemos estar ou ficar. É uma luta diária para fazer entender que a mulher pode e deve ser tão capaz e eficiente em qualquer posição que queira estar”, comentou.

Daiane contou que, mesmo não sendo mãe, consegue observar e também estuda muito sobre a maternidade por conta do seu trabalho. “A maternidade tem se configurado de maneira muito abstrata para as próprias mulheres, pois, o maternar ainda é visto como a única e exclusiva função da mulher, assim como ser esposa”, pontuou.
Ela ressaltou que quando a mulher fala dessas crenças e ideologias, saindo de uma bolha que há muitos anos foi construída, ela se encontra em um ambiente muitas vezes subjetivo e estremecido.

“Neste sentido, qualquer que seja a rede de apoio da mulher, é de extrema importância que a tenha. Pois estamos ainda passando por uma fase de ressignificação de mundo, de papéis e de nós mesmas, que muitas vezes nos faz lidar com apontamentos e valores pré-estabelecidos do que deveríamos fazer. Ainda que hoje consigamos uma posição diferente na sociedade em termos de realizações profissionais e materiais, vejo a crescente necessidade de que também é preciso reconhecer de verdade o potencial feminino nas várias funções sociais”, argumentou.

Com essa crescente mudança em torno do papel da mulher, a profissional pensa que para cada situação, no seu individual e nos seus objetivos, as mulheres já não seguem mais a vida em modelo ‘check list’ ou na ordem de fatos. “Mas traçamos metas para alcançar a satisfação pessoal, profissional e familiar que, por muitas vezes, trazem desafios que nos colocam à prova diariamente”, finalizou.












